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Da pejotização à plataformização do trabalho -
O PLP 152/2025, ao criar a figura do “trabalhador plataformizado” sem subordinação, repete o erro histórico da pejotização: sob o manto da formalização, aprofunda a precarização e consolida a captura algorítmica do trabalho
https://aterraeredonda.com.br/da-pejotizacao-a-plataformizacao-do-trabalho/
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A gênese da RFEPCT ( os Institutos Federais), considerando o que se concretizou na Lei n.º 11.892, de 29 de dezembro de 2008, de criação da nova institucionalidade (Brasil, 2008), se deu de maneira coetânea ao processo de transformação do trabalho nas últimas duas décadas do século XX. Ademais, coincidiu nacionalmente com a superação do regime de exceção política e o processo de reabertura democrática. A redemocratização reacendeu importantes debates quanto à organização e quanto aos modelos pedagógicos possíveis no cenário de retomada da democracia e das liberdades. Num esforço de resgate das teorias pedagógicas sob bases populares, Saviani (2008) destaca o conjunto de fatores que marcaram a década de 1980 como um momento privilegiado, sendo eles:
Ferreira, Tiago. Trabalho Educativo por Plataformas: a atuação de criadores de conteúdo em TI nas mídias sociais e as possibilidades de aproximação com a RFEPCT à luz da pedagogia
histórico-crítica / Tiago Ferreira; orientação de Márcia Scolari. - Florianópolis, SC, 2025. -
No entanto, observará Wilden, os conceitos e metas de “produtividade” e “eficiência” próprios do capitalismo, buscam, não raro, suprimir muitas formas necessárias de redundância, ao tentarem controlar “desperdícios” e “ineficiências”. O agronegócio, por exemplo, substituindo a diversidade natural pela monocultura, acaba demandando crescentes gastos com
meios artificiais de controle de pragas ou de fertilização do solo, na medida em que
elimina os sistemas biológicos ou geológicos que se “protegem” mutuamente.#marcosdantas #educacao #comunicacao #tecnologiadainformacao #fichamento
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A informação emerge de alguma ação de diferenciação e distinção na variedade, ação esta efetuada por meio dos códigos (sintáticos, semânticos, pragmáticos) dominados ou operados pelo sujeito. Para a organização e identificação dos códigos, a redundância terá papel determinante: consiste em sinais ou eventos codificados que aparentam exceder aos exatamente necessários à transmissão ou à percepção da mensagem. No entanto, tal aparente desperdício (de matéria-energia) é necessário para a segurança da mensagem, para garantir que ela não seja percebida de modo equivocado ou ambíguo.
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"[...] a imaginação não é apenas uma faculdade individual, mas uma prática social que une as comunidades, criando um sentimento comum de pertença e de ligação à vida política e social.
As histórias das descobertas científicas tradicionalmente privilegiam a criatividade de indivíduos geniais, mas o campo dos estudos sobre ciência e tecnologia (ECT) tem demonstrado que a imaginação na ciência e na tecnologia está socialmente enraizada.
As visões científicas e tecnológicas não são apenas o produto de mentes isoladas; são antes construções coletivas que emergem das práticas, instituições e organizações sociais que rodeiam estes campos"
SETO, Kenzo Soares. Muito Além do Vale do Silício: o imaginário dos trabalhadores da tecnologia no Brasil entre o subimperialismo de plataforma e os algoritmos dos oprimidos. 2024. Rio de Janeiro, 2024.
#SoberaniaDigital #colonialismodigital #capitalismodeplataforma #fichamento #seto #2024
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"O verniz tecnológico esconde um rígido sistema de controle que define quem recebe trabalho, quanto ganha e quando será punido. Com algoritmos fechados sem transparência ou regras objetivas, empresas regulam cada etapa do processo, determinando desde o ritmo de trabalho até bloqueios automáticos sem justificativa clara. O que se vende como autonomia e inovação, na prática, se revela como submissão e instabilidade."
https://diplomatique.org.br/da-uberizacao-a-economia-solidaria-digital/
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nesta cultura das aparências, do espetáculo e da visibilidade, já não parece haver motivos para mergulhar naquelas sondagens em busca dos sentidos abissais perdidos dentro de si mesmo. Em lugar disso, tendências exibicionistas e performáticas alimentam a procura de um efeito: o reconhecimento nos olhos alheios e, sobretudo, o cobiçado troféu de ser visto. Cada vez mais, é preciso aparecer para ser. Pois tudo aquilo que permanecer oculto, fora do campo da visibilidade [...] corre o triste risco de não ser interceptado por olho algum. E, de acordo com as premissas básicas da sociedade do espetáculo e da moral da visibilidade, se ninguém vê alguma coisa é bem provável que essa coisa não exista (Sibilia, 2008, p. 111-112).
SIBILIA, Paula. O show do eu: A intimidade como espetáculo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.
#fichamento #InfluenciadoresDigitais #visibilidade #espetacularização
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"[...]não há um conhecimento que pertença à burguesia e outro à classe trabalhadora. No entanto, o que ocorre é uma apropriação pela classe dominante dos conhecimentos científicos, que são empregados pela ideologia desta classe. Porém, quando forem de domínio da classe trabalhadora, esses conhecimentos poderão assumir outras características e finalidades” (Malanchen, 2014, p. 184).
MALANCHEN, J. A pedagogia histórico-crítica e o currículo: para além do multiculturalismo das políticas curriculares nacionais. (Tese de doutorado) – Programa de Pós-graduação em Educação Escolar, Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (UNESP), 2014.
#PedagogiaHistoricoCritica #fichamento #curriculo #Malanchen #conhecimento
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Em janeiro de 2007, quando atuava como repórter freelancer para o caderno de Empregos e Negócios da Folha de S.Paulo, fui surpreendida pelo tema da pauta sugerida por meu então editor: apresentar ao leitor a CLT Flex. Ela funciona assim: uma parte do salário combinado no momento da contratação é registrado em carteira de trabalho e a outra parte é paga na forma de benefícios. Tratava-se, portanto, de uma modalidade criativa de fraude trabalhista e tributária.
MOSSI, T. W. A falácia da aventura: a relação dos quadros superiores de TI com a dimensão moral do seu trabalho. [s. l.], 2012. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/56072. Acesso em: 27 nov. 2024.
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Esta tese se propôs a investigar os efeitos desse processo sobre as trajetórias pessoais e profissionais de homens e mulheres que atuam em um setor específico da economia: a Tecnologia da Informação (TI). Nele, as relações de trabalho flexíveis são tratadas como habitus profissional em suas duas características fundamentais: a reorganização do trabalho e da produção e a desregulamentação da CLT. Em consequência, jornadas de trabalho extensivas, a intensificação do trabalho por meio de tecnologias de comunicação portáteis e a proliferação dos chamados contratos atípicos, entre outros aspectos, são naturalizadas e tratadas como uma particularidade do setor.
MOSSI, T. W. A falácia da aventura: a relação dos quadros superiores de TI com a dimensão moral do seu trabalho. [s. l.], 2012. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/56072. Acesso em: 27 nov. 2024.
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O objetivo de uma pedagogia crítica é:
"Lutar para que um número maior de indivíduos se aproprie do saber científico, filosófico e artístico, de tal maneira que esse saber se torne uma mediação na construção de uma prática social de luta contra o capitalismo e a favor de uma prática social de resistência às brutais formas de alienação hoje existentes” (Duarte, 2011, p. 340)."
#PedagogiaHistoricoCritica #NewtonDuarte #alienação #educacao #fichamento
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"Assim como não posso usar minha liberdade de fazer coisas, de indagar, de caminhar, de agir, de criticar para esmagar a liberdade dos outros de fazer e de ser, assim também não poderia ser livre para usar os avanços científicos e tecnológicos que levam milhares de pessoas à desesperança. Não se trata, acrescentemos, de inibir a pesquisa e frear os avanços mas de pô-los a serviço dos seres humanos."
(Paulo Freire)
FREIRE, P. Pedagogia Da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25. ed. São Paulo: Paz E Terra, 1970. (Coleção Leitura).
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Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica
"Antes mesmo de ler Marx já fazia minhas as suas palavras: já fundava a minha radicalidade na defesa dos legítimos interesses humanos. Nenhuma teoria da transformação político-social do mundo me comove, sequer, se não parte de uma compreensão do homem e da mulher enquanto seres fazedores da História e por ela feitos, seres da decisão, da ruptura, da opção."
(Paulo Freire - Pedagogia da Autonomia)
FREIRE, P. Pedagogia Da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25. ed. São Paulo: Paz E Terra, 1970. (Coleção Leitura).