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2 results for “ecoAPM”

  1. Do you have a with ? Please consider contributing to our by running the following:

    system_profiler -json SPAirPortDataType -detailLevel full > wifi-diag.json

    and uploading the file to this GitHub issue: github.com/ecoAPM/WiFiSurveyor

    All data is useful, and feel free to redact any sensitive info. We're specifically looking for readings from environments with or style networks, e.g. multiple APs with the same and frequency.

  2. Tenho visto as estrelas se apagarem…

    Na série Doctor Who o protagonista vai até os momentos finais da existência do Universo atrás da personagem Ashildur (vivida por Maisie Williams), ou Me, como prefere ser chamada, e vemos esse breve diálogo que começa com Me dizendo:

    — Tenho visto as estrelas se apagarem, é lindo…

    — Não! É triste!

    — É ambos. Esse é o seu problema, você não admite que as coisas tem um final.

    É uma das três cenas da série que ecoam em mim com mais frequência porque entendo que a vida é movimento, é transformação, é mutação e, para isso é necessário que as coisas terminem.

    Nós ainda estamos num período de florescimento no Universo, então as estrelas não se apagam, elas explodem espalhando mais possibilidades de transformação e de vida pelo Cosmos.

    Tenho que admitir que é um jeito um tanto exagerado e pretensioso de introduzir o tema desse post: relacionamento.

    Acontece que, da nossa perspectiva humana, as nossas relações são mais importantes que estrelas, aliás, elas são exatamente como estrelas: alimentam e dão sentido à vida e esperamos que sejam eternas.

    No entanto a expectativa de eternidade é irreal. Os relacionamentos que se mantém em movimento, que estão se transformando, são os que mais enriquecem a nossa experiência ao logo do período que existimos. Um relacionamento estável, imutável, se formos manter a soberba comparação com os astros, parece mais com um buraco negro.

    Em tempo: nada contra relacionamentos “buraco negro”. Esse nome é muito injusto para os corpos celestes e mais ainda para as pessoas! Muitas vezes a gente precisa de estabilidade e segurança. E aqui não falando apenas em casamentos, mas em amizades e relações entre crianças e as pessoas que cuidam delas.

    Mas esse post é sobre o fim de um casamento: o que existiu por 40 anos entre Cláudia e eu.

    Foi ela que tomou a iniciativa: “A gente é mais amigo que casal faz muito tempo, acho que a gente deve se separar.”

    Imagino que, principalmente quem nos conhece, deve chegar nesse ponto pensando que “mas se tem amizade! Porque não seguir assim?”. Por isso fiz a longa introdução: porque estava estagnado. Nosso relacionamento não estava nos fazendo nos mover, nos transformar, nem como amigues, nem individualmente.

    Na hora que ela pediu vou confessar que eu estava satisfeito com a estagnação e lamentei; mas, vendo que era mesmo uma decisão bem pensada, somente perguntei como ela queria fazer, se eu devia ir morar em outro lugar.

    Demorei uns dias para perceber a inércia, a baixa entropia, em que estávamos. Muitas vezes a gente não nota, né? Principalmente porque vivemos tempos cansativos e facilmente desejamos a inércia.

    Entropia, a propósito, tem muito a ver com quantidade de possibilidades: quanto maior a entropia, mais dinâmico e diversificado é o ambiente, em uma interpretação livre, claro.

    Continuamos dividindo o mesmo teto até que ambos tenham estabilidade financeira para se manterem sozinhos e para outras coisas serem resolvidas, mas o apartamento é grande e, mantendo a metáfora cósmica, somos mais parecidos com duas estrelas que estiveram compartilhando a órbita por um tempo e agora se afastam lentamente do que com um encontro intenso e turbulento.

    Contamos para bem poucas pessoas e queríamos contar pessoalmente porque as coisas que envolvem histórias de vida exigem a presença física, ou pelo menos uma presença visual. Além disso achávamos que as pessoas se preocupariam com a gente e, falando pessoalmente veriam que estamos mesmo bem, que ninguém brigou com ninguém e que, simplesmente, tem histórias que se transformam de um jeito que a gente acha que acabaram, mas é apenas uma outra história sendo vivida.

    Fiz esse post porque já é hora. Talvez a gente também precisasse de um tempo para saber como contar de um jeito que as pessoas entendessem. Além disso não é segredo e estamos contanto para cada vez mais pessoas, então é melhor contar para todo mundo, mas não para os feudos digitais da Meta, né? Vou mandar esse post para as pessoas, provavelmente colocar o link para ele nos feudos, mas primeiro vai para o Fediverso porque ele é uma rede de pessoas e porque esse site é parte dessa rede e os posts fazem parte dela automaticamente.

    Se você não tem mais meu contato pode mandar email pelo formulário de contato do Meme de Carbono, ou falar comigo no Fediverso: @Roneyb.

    Imagem: Zeta Oph: Runaway Star – Nasa

    #amizade #amor #casamento #relacionamento