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#polilaminina — Public Fediverse posts

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  1. #TatianaSampaio caiu no velho redemoinho do viralatismo brasileiro: ou ela deve ser uma espécie de salvador da pátria da ciência, ou ela é charlatã. Hagiografia ou demonização. Ela não pode ser mais "apenas" uma cientista (que poderia ganhar o prêmio nobel).

    Esse tipo de mecanismo é visto todo dia. Quantas vezes alguém que trabalha com pesquisa já ouviu de alguem "você deve tornar sua pesquisa visível", não pelo mérito dela - pois afinal muitos pares não lêem artigos, já que os nivelam como os seus próprios, isto é, por baixo -, e sim por comércios de influência, tapinhas nas costas e outros expedientes?

    Pesquisador de realce institucional, no Brasil, não precisa muitas vezes de pesquisa excelente, ou este não é o critério principal. Precisa, em muitos contextos, de influência, de política do beija-mão.

    É por isso que se vê, também, toda uma ideologia do beija-mão aplicada ao "exterior", seja entendido como a rede de contatos exterior, seja o comércio com os gringos. Tudo ocorre como na adolescência, como se o número de simpatias definisse qualidade.

    É aí que Tatiana Sampaio se encontra entre o fogo e a frigideira, pois ela cruzou uma "linha perigosa". Ela fez algo que pode ser uma descoberta, algo que dispensa jogos de visibilidade. Para muitos isso é inadmissível sem os devidos beija-mãos, as devidas mediações.

    Se Sampaio fez uma descoberta, ela já era corroborável com ratos há alguns anos. Pois a questão não é se pessoas podem voltar a andar, e sim se o tecido nervoso pode ser regenerado. Isso tem a importância, em #neurociência, de uma lei de #Newton em #física.

    Se o tecido nervoso pode ser regenerado pela #polilaminina, logo se chegará aos resultados clínicos, com ou sem Sampaio. Mas, se for assim, o mérito tem que ser dela. Isso nada tem a ver com ela não ter publicado e apenas ter enviado pre-print. Não tem a ver com o pre-print ter imprecisões locais. Ela enviou pre-print porque estava com receio de sua pesquisa ser predada por oportunistas.

    E o dado é o dado, seja no pre-print ou não. Pesquisa vale em si mesma ou não vale. Grigori #Perelmann resolveu a conjectura de #Poincaré e a publicou no #ArXiv, isto é, como um pre-print. As pessoas aceitando ou não, os critérios formais estão ali e está publicado. Não importa mais onde foi publicado, se outro roubar a idéia, fazer correções pontuais, o que quer que seja. A descoberta é de Sampaio.

    E se por algum truque do destino não o for, não é culpa dela. Pois fomos nós quem fizemos o alarde. Ela apenas protegeu sua pesquisa.

  2. #TatianaSampaio caiu no velho redemoinho do viralatismo brasileiro: ou ela deve ser uma espécie de salvador da pátria da ciência, ou ela é charlatã. Hagiografia ou demonização. Ela não pode ser mais "apenas" uma cientista (que poderia ganhar o prêmio nobel).

    Esse tipo de mecanismo é visto todo dia. Quantas vezes alguém que trabalha com pesquisa já ouviu de alguem "você deve tornar sua pesquisa visível", não pelo mérito dela - pois afinal muitos pares não lêem artigos, já que os nivelam como os seus próprios, isto é, por baixo -, e sim por comércios de influência, tapinhas nas costas e outros expedientes?

    Pesquisador de realce institucional, no Brasil, não precisa muitas vezes de pesquisa excelente, ou este não é o critério principal. Precisa, em muitos contextos, de influência, de política do beija-mão.

    É por isso que se vê, também, toda uma ideologia do beija-mão aplicada ao "exterior", seja entendido como a rede de contatos exterior, seja o comércio com os gringos. Tudo ocorre como na adolescência, como se o número de simpatias definisse qualidade.

    É aí que Tatiana Sampaio se encontra entre o fogo e a frigideira, pois ela cruzou uma "linha perigosa". Ela fez algo que pode ser uma descoberta, algo que dispensa jogos de visibilidade. Para muitos isso é inadmissível sem os devidos beija-mãos, as devidas mediações.

    Se Sampaio fez uma descoberta, ela já era corroborável com ratos há alguns anos. Pois a questão não é se pessoas podem voltar a andar, e sim se o tecido nervoso pode ser regenerado. Isso tem a importância, em #neurociência, de uma lei de #Newton em #física.

    Se o tecido nervoso pode ser regenerado pela #polilaminina, logo se chegará aos resultados clínicos, com ou sem Sampaio. Mas, se for assim, o mérito tem que ser dela. Isso nada tem a ver com ela não ter publicado e apenas ter enviado pre-print. Não tem a ver com o pre-print ter imprecisões locais. Ela enviou pre-print porque estava com receio de sua pesquisa ser predada por oportunistas.

    E o dado é o dado, seja no pre-print ou não. Pesquisa vale em si mesma ou não vale. Grigori #Perelmann resolveu a conjectura de #Poincaré e a publicou no #ArXiv, isto é, como um pre-print. As pessoas aceitando ou não, os critérios formais estão ali e está publicado. Não importa mais onde foi publicado, se outro roubar a idéia, fazer correções pontuais, o que quer que seja. A descoberta é de Sampaio.

    E se por algum truque do destino não o for, não é culpa dela. Pois fomos nós quem fizemos o alarde. Ela apenas protegeu sua pesquisa.

  3. #TatianaSampaio caiu no velho redemoinho do viralatismo brasileiro: ou ela deve ser uma espécie de salvador da pátria da ciência, ou ela é charlatã. Hagiografia ou demonização. Ela não pode ser mais "apenas" uma cientista (que poderia ganhar o prêmio nobel).

    Esse tipo de mecanismo é visto todo dia. Quantas vezes alguém que trabalha com pesquisa já ouviu de alguem "você deve tornar sua pesquisa visível", não pelo mérito dela - pois afinal muitos pares não lêem artigos, já que os nivelam como os seus próprios, isto é, por baixo -, e sim por comércios de influência, tapinhas nas costas e outros expedientes?

    Pesquisador de realce institucional, no Brasil, não precisa muitas vezes de pesquisa excelente, ou este não é o critério principal. Precisa, em muitos contextos, de influência, de política do beija-mão.

    É por isso que se vê, também, toda uma ideologia do beija-mão aplicada ao "exterior", seja entendido como a rede de contatos exterior, seja o comércio com os gringos. Tudo ocorre como na adolescência, como se o número de simpatias definisse qualidade.

    É aí que Tatiana Sampaio se encontra entre o fogo e a frigideira, pois ela cruzou uma "linha perigosa". Ela fez algo que pode ser uma descoberta, algo que dispensa jogos de visibilidade. Para muitos isso é inadmissível sem os devidos beija-mãos, as devidas mediações.

    Se Sampaio fez uma descoberta, ela já era corroborável com ratos há alguns anos. Pois a questão não é se pessoas podem voltar a andar, e sim se o tecido nervoso pode ser regenerado. Isso tem a importância, em #neurociência, de uma lei de #Newton em #física.

    Se o tecido nervoso pode ser regenerado pela #polilaminina, logo se chegará aos resultados clínicos, com ou sem Sampaio. Mas, se for assim, o mérito tem que ser dela. Isso nada tem a ver com ela não ter publicado e apenas ter enviado pre-print. Não tem a ver com o pre-print ter imprecisões locais. Ela enviou pre-print porque estava com receio de sua pesquisa ser predada por oportunistas.

    E o dado é o dado, seja no pre-print ou não. Pesquisa vale em si mesma ou não vale. Grigori #Perelmann resolveu a conjectura de #Poincaré e a publicou no #ArXiv, isto é, como um pre-print. As pessoas aceitando ou não, os critérios formais estão ali e está publicado. Não importa mais onde foi publicado, se outro roubar a idéia, fazer correções pontuais, o que quer que seja. A descoberta é de Sampaio.

    E se por algum truque do destino não o for, não é culpa dela. Pois fomos nós quem fizemos o alarde. Ela apenas protegeu sua pesquisa.

  4. Sei cani paraplegici in Brasile tornano a muoversi grazie alla polilaminina, una proteina dalla placenta che ripara il midollo spinale. Studio promettente su modelli animali, mentre la strada verso una terapia umana approvata non vedrà applicazione almeno fino al 2028. Ad ogni modo i trial clinici sono in corso, e ve ne parlo senza eccessivi trionfalismi, ma con coscienza.

    futuroprossimo.it/2025/09/poli

    #futuroprossimo #polilaminina #medullaspinale #neuroscienze