#prosasdoelefante — Public Fediverse posts
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Antes de os anos se dobrarem sobre si próprios como páginas gastas, éramos eternos sonhadores. Daqueles que se encontravam em cafés à meia-noite, quando ainda pairava no ar o aroma floral das colónias femininas mesclado com o do tabaco que ainda se podia fumar nos cafés, e todas as promessas pareciam possíveis debaixo do zumbido dos candeeiros das ruas.
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Antes de os anos se dobrarem sobre si próprios como páginas gastas, éramos eternos sonhadores. Daqueles que se encontravam em cafés à meia-noite, quando ainda pairava no ar o aroma floral das colónias femininas mesclado com o do tabaco que ainda se podia fumar nos cafés, e todas as promessas pareciam possíveis debaixo do zumbido dos candeeiros das ruas.
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Antes de os anos se dobrarem sobre si próprios como páginas gastas, éramos eternos sonhadores. Daqueles que se encontravam em cafés à meia-noite, quando ainda pairava no ar o aroma floral das colónias femininas mesclado com o do tabaco que ainda se podia fumar nos cafés, e todas as promessas pareciam possíveis debaixo do zumbido dos candeeiros das ruas.
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Antes de os anos se dobrarem sobre si próprios como páginas gastas, éramos eternos sonhadores. Daqueles que se encontravam em cafés à meia-noite, quando ainda pairava no ar o aroma floral das colónias femininas mesclado com o do tabaco que ainda se podia fumar nos cafés, e todas as promessas pareciam possíveis debaixo do zumbido dos candeeiros das ruas.
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– Se fosses meu amigo tinhas estado quieto e caladinho.
– O que é que eu disse de mal?
– Foste dizer aquela rapariga que eu estava interessado nela.
– E não estás.
– Não.
– Mas disseste que ela era interessante.
– Interessante é, que eu esteja interessado não. Aprende a diferença.
– Está bem, abelha! -
– Se fosses meu amigo tinhas estado quieto e caladinho.
– O que é que eu disse de mal?
– Foste dizer aquela rapariga que eu estava interessado nela.
– E não estás.
– Não.
– Mas disseste que ela era interessante.
– Interessante é, que eu esteja interessado não. Aprende a diferença.
– Está bem, abelha! -
– Não devias ter tratado assim a caixeira.
– Eu não a maltratei, só a corrigi assertivamente.
– Ainda assim. Sabes lá o que é a vida dela.
– E tenho obrigação de saber?
– Claro. Todas as pessoas têm os seus bons e maus momentos. Por detrás do que vês de cada pessoa há uma história. Tens de interiorizar “sonder”.
– E quem é esse Sonder? Um dos teus amigos esquisitos?
– Olha... Lê um livro. -
– Não devias ter tratado assim a caixeira.
– Eu não a maltratei, só a corrigi assertivamente.
– Ainda assim. Sabes lá o que é a vida dela.
– E tenho obrigação de saber?
– Claro. Todas as pessoas têm os seus bons e maus momentos. Por detrás do que vês de cada pessoa há uma história. Tens de interiorizar “sonder”.
– E quem é esse Sonder? Um dos teus amigos esquisitos?
– Olha... Lê um livro. -
Pré-almoços carnívoros.
– Onde pensas que vais?
Adão deteve-se, sem dizer coisa alguma.
– Então?
– Vou procurar almoço. – Disse, parado com a lança numa mão e o arco na outra.
– Vê lá se trazes um novo e tenrinho, os últimos eram velhos e tinham a carne muito dura. -
Pré-almoços carnívoros.
– Onde pensas que vais?
Adão deteve-se, sem dizer coisa alguma.
– Então?
– Vou procurar almoço. – Disse, parado com a lança numa mão e o arco na outra.
– Vê lá se trazes um novo e tenrinho, os últimos eram velhos e tinham a carne muito dura.