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Carlos Marighella: Fogo Ilegalista Contra o Estado Podre.
Carlos Marighella não era santo marxista nem peão do PCB legalista: era o fogo ilegalista que incendeia o Estado corrupto e seu braço policial sujo. Nascido em Salvador pobre (1911), filho de baiana descendente de escravos e mecânico italiano, largou engenharia pela militância. Preso repetidas vezes (1936, 1939-44), eleito deputado em 1945 só pra ver o mandato cassado em 47. Pós-golpe 64, baleado pelo DOPS no cinema, rompeu tudo: fundou a ALN (68), explodiu bancos pra expropriar o capital, tomou rádios (Rádio Nacional, 69) pro manifesto revolucionário.Seu Manual do Guerrilheiro Urbano é o grito: guerrilha descentralizada, assaltos táticos, sabotagem ao fascismo militarizado. Contra Fleury – o torturador chefe do DOPS – e a ditadura que massacrou milhares, Marighella caiu na emboscada da Alameda Casa Branca (04/11/1969). 56 anos depois: anarcoilegalismo o resgata! Sem chefes leninistas, sem vias "pacíficas", só afinidades armadas, ilegalismo prático pela anarquia total. Expropriai bancos estatais, sabotai o aparato policial corrupto, forjai a liberdade fora das urnas!Viva Marighella, viva a ALN! Ditadura nunca mais – o fascismo tá vivo no BOPE de hoje.#CarlosMarighella #ALN #GuerrilhaUrbana #Anarcoilegalismo #Ilegalismo #Anarquismo #AntiFascismo #DitaduraNuncaMais #LutaArmada #Expropriacao #DOPS #FleuryAssassino #ManualDoGuerrilheiroUrbano #Kolektiva #BrasilAnarquista #Resistencia -
O Anarquismo em Transição: Do Novo Movimento Pós-Seattle à Crítica do Transcendentalismo. A virada do século XXI testemunhou um notável ressurgimento do anarquismo como uma força motriz e um princípio organizacional fundamental nos movimentos sociais radicais globais. Este fenômeno, frequentemente denominado Novo Anarquismo, foi catalisado pelos protestos contra a Organização Mundial do Comércio em Seattle, em 1999, e pela subsequente ascensão do movimento "antiglobalização". Conforme analisado por Süreyyya Evren, o anarquismo forneceu a esses movimentos uma estrutura colorida, enérgica e criativa, baseada em princípios organizacionais não-autoritários e na ação direta, o que contribuiu para o deslocamento do marxismo como a principal referência teórica da esquerda radical. O Novo Anarquismo, ao se manifestar em uma escala global e com uma diversidade não vista desde a década de 1930, trouxe consigo uma intensa reflexão sobre a teoria e a prática, culminando no surgimento do Pós-Anarquismo. Este último representa uma tentativa de revisar os fundamentos filosóficos do anarquismo clássico, incorporando críticas pós-estruturalistas e rejeitando noções metafísicas. A Mescla Tática: Células Informais e o Anarcoilegalismo. A ênfase na organização descentralizada e na afinidade é um traço distintivo do anarquismo contemporâneo, manifestando-se em diversas táticas e estruturas, desde os grandes blocos de protesto até as células informais de ação. A célula informal, ou grupo de afinidade, é um modelo de organização pequeno e autônomo, baseado em laços de confiança mútua, que é preferido por correntes que rejeitam a organização formal de massas, como o anarquismo insurrecionário [2].A tática da célula informal encontra uma de suas manifestações mais radicais e historicamente controversas no anarcoilegalismo. Surgido no final do século XIX, o ilegalismo defendia a prática de atos criminosos (como roubos e fraudes) como forma de "propaganda pelo ato" e como negação direta da moralidade e das leis burguesas. Embora o ilegalismo clássico tenha sido amplamente criticado por muitos anarquistas por seu individualismo extremo, o conceito de célula informal sobreviveu e foi adaptado por correntes contemporâneas, como a Federação Anarquista Informal (FAI) Nesses contextos, a célula informal é a unidade básica de ação, permitindo que indivíduos com afinidades táticas e ideológicas se unam para realizar ações diretas específicas, mantendo a autonomia e a segurança, e evitando as estruturas burocráticas das organizações formais. A dinâmica tática de "mescla, tira, aderiva-os juntos" reflete precisamente essa realidade: a célula informal (a estrutura) é o veículo para a ação radical (o ilegalismo), operando em paralelo e, por vezes, em tensão com os movimentos sociais de massa do Novo Anarquismo.O Debate Filosófico: A Crítica ao Transcendentalismo Paralelamente às transformações táticas e organizacionais, o anarquismo contemporâneo é marcado por um intenso debate filosófico, exemplificado pela ascensão do Pós-Anarquismo e pela crítica ao transcendentalismo.O transcendentalismo, historicamente associado a figuras como Henry David Thoreau e ao anarquismo individualista, tende a focar na primazia da consciência individual e na busca por uma "verdade" ou "natureza" inerente, muitas vezes em detrimento da luta social e da organização coletiva [5]. Essa perspectiva pode levar a um anarquismo de estilo de vida, focado na auto-realização e na ética pessoal, mas desvinculado de um projeto revolucionário de transformação social em larga escala. A crítica ao transcendentalismo no anarquismo moderno, notavelmente articulada por teóricos do Pós-Anarquismo, visa desconstruir a ideia de uma essência anarquista fixa ou de um ideal utópico transcendente. Em vez de buscar um "estado natural" ou uma "verdade" pré-determinada, o foco se desloca para a prática imanente, a construção de relações não-hierárquicas no presente e a des-naturalização do poder. O Pós-Anarquismo utiliza ferramentas da filosofia pós-estruturalista para criticar os fundamentos metafísicos do anarquismo clássico, rejeitando qualquer base transcendental para a ética ou a política, e abraçando a contingência e a multiplicidade das lutas.ConceitoFoco Principal implicações Táticas/Filosóficas Novo Anarquismo (Pós-Seattle)Organização descentralizada e Ação Direta.Ressurgimento global, ênfase em redes e afinidade, deslocamento do marxismo .Anarcoilegalismo/Células Informais Ação direta radical e negação da lei.Uso de grupos de afinidade (células informais) para ações específicas, mantendo autonomia e segurança. Crítica ao Transcendentalismo Rejeição de essências fixas ou ideais utópicos.Foco na prática imanente e na des-naturalização do poder, base filosófica do Pós-Anarquismo [6].Em síntese, o anarquismo contemporâneo é um campo de forças dinâmico: ele se manifesta em grandes movimentos sociais (Novo Anarquismo pós-Seattle), utiliza estruturas táticas ágeis (células informais, com ecos do ilegalismo) e se engaja em uma profunda revisão filosófica (Pós-Anarquismo e a crítica ao transcendentalismo), buscando uma teoria e prática que sejam simultaneamente radicais, flexíveis e profundamente enraizadas na realidade social e política, e não em ideais abstratos. Referências Süreyyya Evren. Como o novo anarquismo mudou o mundo depois de Seattle e deu origem ao pós-anarquismo.
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