#barreiro — Public Fediverse posts
Live and recent posts from across the Fediverse tagged #barreiro, aggregated by home.social.
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Clube de leitura crítica Marginal volta à Mula
Cooperativa Mula, quarta-feira, 9 de setembro às 19:30 GMT+1
9 de setembro, 19h30-21h00
O Clube de leitura crítica Marginal volta à Mula depois das férias de verão!
Neste encontro vamos debater sobre o livro Quando o Mundo Dorme – Histórias, Palavras e Feridas da Palestina, de Francesca Albanese.
Não dá para deixar de falar da Palestina, mas é continuar até a vermos livre, desde o rio até ao mar.
Esperamos por vocês na roda de cadeiras à volta de uma mesa com bolo e chazinho.
Reservas para jantar depois do encontro com a @cantinadamulahttps://eventos.coletivos.org/event/clube-de-leitura-critica-marginal-volta-a-mula
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If in a radius of 100km, just pass by and have a meal of lobster curry 🦞.
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FUSÃO - OPEN DAY
Coletivo Fuso - Associação Cultural, sábado, 4 de julho às 14:00 GMT+1
FUSÃO - 4 de Julho - Sábado
Convidamos-vos para FUSÃO, inauguração da nossa sede e celebração dos agentes que dançam em vários fusos horários no espaço do tempo.
Um espaço aberto à comunidade multidisciplinar. Fundimos-nos através de visões e criamos experiências utópicamente lúcidas.
Com vários espaços, momentos e atividades apresentamos a nossa central de fusao nuclear:
TURBINA
Converte a energia descontrutiva e a pressão da criatividade gerada no reator em energia mecânica, que por sua vez aciona o gerador que dá energia criativa à cidade.
16h00 PERFORMANCE WC
16:30 - Mari (dj set) @mariana.sdcs
17:30 - Tecido(live) @bargains.of.rena @lourencovtrindade
18:30 - Mª Khadija (live) @m.khadija.k
19 :30 - Bug Aço (live) @espermacultura @mmau.ru
20:30- Tremeu (live) @mmau.ru @elkselks @morgadm1
21:30 - Foco (live) @pintura_comum
REATOR
Câmara onde a matéria aprende a transformar-se. É o ponto onde o invisível se torna energia e onde os acordos entre o caos e a engenharia se cruzam.
17h00 — Conversa Coletivos (talk)
18h30 — Doce da Kasa (dj set) @omeu_ego
19h30 — Filme Dialético: a Linha (av show) @ernsdau @quimsimoes @s0nor0
20h00 — Jantar c/ AbdU (vinyl dj set + surprises) @_ferkl
21h00 — Matriz (live) @mathimatriz
22h00 — Latina Fox (b2back dj set) @mariana__raposo @atresarula
23h30 — DJ Jovem Pila (dj sex) @simaonix
01h00 — Clap na Cara (live) @clap.na.cara
Sistema de som desorganizado pelos Mosquitos.
NÚCLEO
De fora para dentro, o núcleo alimenta o calor do momento. Através da energia produzida a matéria transforma-se em calor.
Kidz Arena by @mppinyo
Jam graffiti w/ @arrozcarrolinu @liquido_negativo
Mosca Turbo’Nada (serigrafia ambulante) @mosca_estudio
Orbit Drum (escultura musical) @pintura_comum
Projeto SN (video mapping) @amy_hugh_was_here @ary_c0st4
Merchandising
Vinyl shop w/ @theundergroundvinylresistance
Comida
Bebidas by Fuso
📍 Coletivo Fuso - Rua José Gomes Ferreira, antigo cais coberto da Estação Ferroviária do Lavradio, 2835-389 Barreiro
📆 Dia 4 de Julho
⏰ 14H - 02H
🍛Jantar 5 fusos
🚪Entrada: donativo livre + 3€ de sócio anual da associação (quem já é sócio está isento de pagar a cota anual) -
EMERGÊNCIA LÍBANO
Cooperativa Mula, sábado, 9 de maio às 17:00 GMT+1
EMERGÊNCIA LÍBANO
SÁB 9 MAIO
17h - 01h
na Cooperativa Mula em parceria com o colectivo Roots of Resistence
Breve descrição do que se está a passar:
Desde o dia 2 de março de 2026 que a entidade sionista forçou o deslocamento de mais de um milhão de pessoas no Líbano, avançando com um plano deliberado de limpeza étnica e ocupação permanente do sul do país. A estratégia é uma réplica da barbárie aplicada em Gaza: criminalizar a população civil, acusando-a de conivência com grupos armados para tentar justificar crimes de guerra. Apesar das negociações de paz, o sul continua sob ataque, com violações do cessar-fogo diárias. Perante este cenário, redes de apoio mútuo trabalham incansavelmente para garantir bens essenciais às famílias deslocadas que, além do horror da agressão, enfrentam ainda o estigma e a discriminação interna.
| PROGRAMA
CINEMA | 17h30
UP TO THE SOUTH / Talaeen a Junuub
Jayce Salloum e Walid Raad
1993 | 60'
CONVERSA | 19h
Safaa Dib
escritora luso-libanesa
JANTAR SOLIDÁRIO | 20h
Menú Libanês
CONCERTOS | 22h
Tó Trips
Pedro o Velho [e o vento]
Sallim
Kiri Duo
| CONTRIBUIÇÃO ~ Donativos
>
CINEMA / CONVERSA ~ Entrada Livre
JANTAR Menú Líbanês ~ 12_
Crianças até aos 12 ~ 6_
CONCERTOS ~ 6_
JANTAR E CONCERTOS ~ 15_
Reservas para jantar
https://forms.gle/fpyNqrnvT8X3NyuZ9
Aconselha-se reserva até final de dia 8
Fundos colhidos seguem para os seguintes coletivos:
Roots of Resistance e Buzuruna Juzuruna
Roots of Resistance é um movimento de organizadores independentes no terreno, trabalhando em cooperação com o movimento agroecológico Buzuruna Juzuruna
> As Suas Ações
Angariação de fundos urgentes para apoiar famílias deslocadas através de redes de ajuda mútua. Esta é uma iniciativa liderada pelo povo, parte de um movimento de solidariedade independente mais amplo, construída puramente com base na dedicação e confiança, trabalhando para colmatar as lacunas onde são mais necessárias. Apoiando todos sem discriminação ou condições.
Mais informações:
> Utilização de Fundos
> Transparência
> Para além do evento > Apoio directo / dados transferência directa
>
https://pad.riseup.net/p/r.74305c6700bdf611227ba67fc61b9518
🖼️ @e.emitu
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|| CINEMANAMULA || As Portas Que Abril Abriu
Cooperativa Mula, terça-feira, 14 de abril às 21:00 GMT+1
AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU
14 Abril a 1 Maio 2026
Uma data é uma data é uma data. Fossem sempre aniversários, fossem sempre todos os dias abril. Fossem todos os dias para impedir a exploração laboral — ABAIXO O PACOTE LABORAL! — e a regressão nos direitos fundamentais e de autodeterminação — ABAIXO A NOVA LEI QUE LIMITA O DIREITO DE CADA UM SER QUEM QUER! A censura começa nos pequenos detalhes: no silêncio, no corte discreto, no “lápis azul” que quase não se vê, no saneamento de pessoas…. As revoluções também começam nos pequenos detalhes — no que fazemos no dia a dia, no que decidimos não compactuar. Honremos quem lutou contra o fascismo, quem abriu caminho ao 25 de Abril, quem ousou sonhar o PREC. O programa do Cinemanamula de abril abre o diálogo a esses tempos — ao antes e ao que se seguiu. Mais do que isso, dialoga com os tempos que vivemos: a dificuldade no acesso à habitação, aos bens essenciais, à fruição cultural, ao direito de autodeterminação. Porque quando sentimos o peso da censura e da injustiça,não basta reconhecer — é preciso sair à rua e fazer-se ouvir.
> Terça, 14 abril | 21H
MULHERES, TERRA, REVOLUÇÃO
Rita Calvário e Cecília Honório
Documentário, 2025, 58’C/ presença de Rita Calvário para conversa no final e apresentação do livro.
“Mulheres, Terra, Revolução” é um documentário que dá voz às mulheres rurais que desempenharam um papel fundamental — embora muitas vezes invisibilizado — no contexto da transformação social em Portugal.
Através de testemunhos de agricultoras, cooperativistas e jornalistas, o filme revela histórias de resistência, luta pela emancipação e participação ativa na construção de poder popular. Entre o quotidiano no campo e o impulso revolucionário, emerge o retrato de um tempo em que falar e agir representavam, para muitas mulheres, um verdadeiro ato de coragem e mudança.
> Quinta, 16 abril | 21h
MEMÓRIAS DO 25 DE ABRIL, 50 ANOS DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS
Carlos Pronzato
Documentário, 2024,88’
c/ presença do realizador
“Memórias do 25 de Abril, 50 anos da revolução dos Cravos” é um documentário que revisita a Revolução dos Cravos através de testemunhos de protagonistas diretos e de especialistas. A partir de entrevistas a militares, historiadores, políticos e investigadores, o filme reconstrói os acontecimentos do dia 25 de abril de 1974 e analisa o impacto da revolução que pôs fim à ditadura em Portugal.
Ao longo da narrativa, são exploradas as motivações, os momentos decisivos e as consequências do processo revolucionário, incluindo o Processo Revolucionário em Curso (PREC), período de intensa mobilização popular e transformação social. Com uma abordagem plural e reflexiva, o documentário oferece um retrato abrangente de um dos episódios mais marcantes da história contemporânea europeia.
Donativo recomendado
> Terça, 21 abril | 21h
PAREDES PINTADAS DA REVOLUÇÃO PORTUGUESA
António Campos
Experimental, 1976, 8’
No seguimento da Revolução de 25 de Abril de 1974, as paredes e muros da cidade de Lisboa tornaram-se um meio para celebrar e transmitir os ideais e palavras de ordem revolucionárias.
O texto do pintor António Domingues exalta esta obra iniciada pela Célula dos Artistas Plásticos do Partido Comunista Português.
Cópia digitalizada pela Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência. Medida integrada no programa Next Generation EU.
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LIBERDADE PARA JOSÉ DIOGO
Luís Galvão Teles
Documentário, 1975, 67’
Realizado por Luís Galvão Teles no âmbito da cooperativa Cinequanon, é um testemunho do espírito da luta de classes da época e um dos documentários mais controversos do cinema português.
Testemunho do espírito da luta de classes da época, segue o caso do operário agrícola alentejano de 36 anos, José Diogo, que, a 30 de setembro de 1974, matou o latifundiário Columbano Líbano Monteiro, para quem trabalhara como tratorista. Preso em Beja, José Diogo foi posteriormente absolvido num julgamento popular. Emergiu como um dos filmes mais controversos do cinema português, produzido durante o período do PREC (Processo Revolucionário Em Curso). A televisão nacional pública, que co-produziu a obra, suspendeu a sua emissão porque sendo de esquerda, foi considerada uma obra ideologicamente sectária e perigosamente tendenciosa no delicado processo em curso pós-25 de Abril.
> Terça, dia 28 Abril | 21h
SEMPRE
Luciana Fina
Documentário, 2024, 108’
c/ presença da realizadora
Sempre, de Luciana Fina, revisita, cinquenta anos depois, as imagens e os acontecimentos da Revolução dos Cravos, propondo uma reflexão sobre a transição do fascismo para a liberdade e a construção de um novo país.
Num gesto cinematográfico e político, o filme percorre momentos-chave da história recente portuguesa — desde a repressão do salazarismo e da PIDE, passando pelas lutas estudantis de 1969 e pelo Movimento das Forças Armadas, até às transformações profundas do Processo Revolucionário em Curso, incluindo o “Verão Quente” e a descolonização.
Ao mesmo tempo homenagem e reinterpretação, “Sempre” celebra o cinema como força ativa na história, recuperando a energia, os sonhos e as possibilidades abertas por um dos períodos mais intensos da vida coletiva em Portugal.
> Sexta, dia 1 Maio
20h
Jantar Comunitário
21h30
O Estado A Que Isto Chegou
Letícia do Carmo
Experimental, 2024, 6’
Uma deriva nocturna que tropeça nas pedras da democracia portuguesa, regurgitando loucuras e absurdos alegres da clarividente política nacional.
Filmado nas aldeias de Idanha-a-Velha e Monsanto, o texto explora um encadeamento de frases mencionadas por políticos e militares do PREC (Período Revolucionário em Curso, no pós 25 de Abril de 1974), de tom situacionista (inspiradas nos slogans de Maio de 1968, em Guy Debord e no Les Situationnistes, e não nos ‘situacionistas’ que defendem a situação política existente). São ainda mencionadas frases de políticos portugueses de outros períodos da história recente portuguesa (Mário Soares, Catarina Martins, Marcelo Rebelo de Sousa, Salgueiro Maia, Américo Tomás, Francisco de Sá Carneiro), e frases de textos de Jorge Luis Borges e Emithal Mahmoud.
Agosto 2024. Movimento – oficina colaborativa de cinema
~AS DESVENTURAS DE DRÁCULA VON BARRETO NAS TERRAS DA REFORMA AGRÁRIA
Célula de Cinema do PCP
Ficção, 1977, 7’
Ao som da música “A terra a quem a trabalha”, uma camponesa alentejana é atacada por um vampiro, sendo salva in extremis por operários e camponeses munidos de foices e martelos. Rodado durante a Festa do Avante de 1977, com um coletivo de participantes ligados ao cinema e ao teatro, este filme é uma mordaz crítica ao processo legislativo conduzido por António Barreto, Ministro da Agricultura entre 1976-1978, que pôs fim às ocupações da reforma agrária.
Cópia digitalizada pela Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência. Medida integrada no programa Next Generation EU.
~A LEI DA TERRA
Colectivo Grupo Zero
Documentário, 1977, 67’
“A Lei da Terra” é um documentário que acompanha o processo da reforma agrária no Alentejo no contexto do Processo Revolucionário em Curso, após a Revolução dos Cravos.
Através de uma leitura centrada na luta de classes, o filme retrata a ocupação de terras por trabalhadores rurais e a tentativa de construir novas formas de organização do trabalho e da propriedade. Perante a resistência e sabotagem dos antigos proprietários, os camponeses organizam-se em sindicatos, cooperativas e unidades coletivas de produção, reivindicando emprego, salários dignos e o direito à terra.
Num cenário de confronto social e político, emerge o ideal revolucionário que atravessa o documentário — “a terra a quem a trabalha” — como expressão das profundas transformações e tensões vividas no mundo rural português durante este período.
Entrada livre // donativo recomendado
Reservas para o jantar comunitário dia 1 Maio através do email [email protected]
Reservas para jantar nas restantes sessões: https://www.instagram.com/cantinadamula/
Agradecimentos: Fado Filmes, Joana Sousa, Pedro Duarte, Movimento, Real Ficção, Solveig Nordlung, VIVA O PREC!
Apoio: Cinemateca Portuguesa, DINÂMIA'CET - Centro de Estudos sobre a Mudança Socioeconómica e o Território, Iscte – Instituto Universitário de Lisboa
🖼️ @ritacomedida
https://eventos.coletivos.org/event/cinemanamula-or-as-portas-que-abril-abriu
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Hoje é dia de luta no Hospital do Barreiro 🏥 Muita gente a defender o direito das mulheres a darem à luz em condições de segurança!
Não ao encerramento das urgências obstetrícias do Hospital do Barreiro!!
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] CINEMANAMULA [ Para Além das Grades ~ caminhos para a liberdade ~
Cooperativa Mula, sábado, 28 de fevereiro às 16:00 GMT
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SÁB 28.02
Entrada Livre
Porta | 15h
PARA ALÉM DAS GRADES
~ Caminhos Para a Liberdade ~
Mais do que denunciar as violências do sistema prisional, este momento propõe repensar a pergunta fundamental: e se a prisão não fosse inevitável? A partir de perspetivas abolicionistas, críticas e coletivas, abre-se um espaço para imaginar outras formas de justiça, cuidado e convivência, onde a liberdade deixa de ser exceção e passa a ser horizonte político.
O filme e a conversa convidam a pensar a prisão não como destino, mas como construção histórica — e, por isso mesmo, passível de ser transformada e superada.
| 16h
REJAS, SUSPIROS y LLAVES. Un documental abolicionista penal
Ezequiel Altamirano e Maximiliano Postay
2014 | AR | 68''
Documentário que propõe uma reflexão radical sobre a possibilidade de um mundo sem prisões e sem sistema penal. A partir de uma perspetiva explicitamente abolicionista, o filme reúne testemunhos de pessoas diretamente ligadas à realidade carcerária — reclusos, ex-reclusos, familiares, ativistas e investigadores — para questionar a função social da prisão e os seus efeitos sobre os corpos, as comunidades e as formas de vida.
Sem recorrer a eufemismos nem a discursos conciliatórios, o filme assume uma posição crítica clara, deslocando o debate do campo da reforma para o da imaginação política, onde a prisão deixa de ser pensada como inevitável e passa a ser interrogada como construção histórica, ideológica e passível de desaparecimento.
| 17h30
Conversa com o colectivo Vozes de Dentro
Vozes de Dentro é um colectivo ligado às lutas das pessoas reclusas e das suas famílias, composto por pessoas presas e pessoas de fora dos muros que as acompanham e apoiam
| 20h
Jantar benefit ~ donativo livre
| 22h
iana
Improviso experimental electrónico
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Este evento é o último do ciclo Para Além das Grades - cárcere, resistência e liberdade
curadoria e programação | cinemanamula em parceria com vozes de dentro
+info sobre o programa https://eventos.coletivos.org/event/cinemanamula-or-para-alem-das-grades-~-carcere-resistencia-e-liberdade-~
Instagram |
@cinemanamula @vozes_dedentro
O projeto cinemanamula existe desde 2023 e tem vindo a apresentar programas temáticos, conversas e debates com cineastas, bem como um trabalho curatorial continuado, com um caráter crítico e experimental, sempre fora dos circuitos comerciais.
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https://eventos.coletivos.org/event/cinemanamula-para-alem-das-grades-~-caminhos-para-a-liberdade-~
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OPEN CALL - FEYROMANYA
ADAO - Associação Desenvolvimento Artes e Oficios, domingo, 1 de março às 00:00 GMT
A FEYROMANYA na ADAO no Barreiro, vai acontecer dia 4 de Abril, mas as inscriçoes para vendedores fecham no dia 1 de Março. A FEYROMANYA é um mercado para comprar, vender ou trocar todos os artigos relativos a electronica, sejam synths, pedais, cabos, componentes, material de estudio, etc. e nesta edição aceitamos também ediçoes independentes e comidas
Alem de um mercado, a FEYROMANYA promove o fortalecimento da comunidade geek com actividades como workshops, open mic para auto-promoçao e apresentaçao de marcas e produtos.
Além disso, o evento termina com 1 performance, 4 concertos e 1 DJ
Queres comprar, vender, ou trocar gear que já não usas? Queres comprar, vender ou trocar discos? Ou queres só vender comida? Inscreve-te em https://forms.gle/Ta3GaxvvLSWRyXBv5
A FEYROMANYA tem o apoio da Patch Point, da DGArtes e da ADAO
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OPEN CALL - FEYROMANYA
ADAO - Associação Desenvolvimento Artes e Oficios, domingo, 1 de março às 00:00 GMT
A FEYROMANYA na ADAO no Barreiro, vai acontecer dia 4 de Abril, mas as inscriçoes para vendedores fecham no dia 1 de Março. A FEYROMANYA é um mercado para comprar, vender ou trocar todos os artigos relativos a electronica, sejam synths, pedais, cabos, componentes, material de estudio, etc. e nesta edição aceitamos também ediçoes independentes e comidas
Alem de um mercado, a FEYROMANYA promove o fortalecimento da comunidade geek com actividades como workshops, open mic para auto-promoçao e apresentaçao de marcas e produtos.
Além disso, o evento termina com 1 performance, 4 concertos e 1 DJ
Queres comprar, vender, ou trocar gear que já não usas? Queres comprar, vender ou trocar discos? Ou queres só vender comida? Inscreve-te em https://forms.gle/Ta3GaxvvLSWRyXBv5
A FEYROMANYA tem o apoio da Patch Point, da DGArtes e da ADAO
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] CINEMANAMULA [ Para Além das Grades
Cooperativa Mula, terça-feira, 10 de fevereiro às 21:00 GMT
[ 5 - 10 - 12 - 17 - 26 | 21h ]
[ 18 | 19.30h ]
[ 26 | 16h - 01h ]
Entrada Livre
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Para Além das Grades
~ cárcere, resistência e liberdade ~
O que é uma prisão? Onde começa? Tem um fim? É um edifício com celas, muros e arame farpado, ou um sistema que cerceia as nossas vidas e se infiltra nas instituições, nos territórios, nos corpos, nas memórias e nos sentidos de justiça? Entre panópticos, campos de detenção, bairros sociais e fronteiras militarizadas, o cárcere assume formas múltiplas e nem sempre visíveis, organizando a vida através da vigilância, do controlo, da espera e da exclusão.
Este ciclo propõe um olhar alargado sobre o confinamento, atravessando diferentes contextos históricos, políticos e geográficos. Da repressão política e social às prisões administrativas de migrantes, do hospital psiquiátrico aos dispositivos urbanos de segregação, os filmes mostram como a lógica carcerária ultrapassa o espaço físico da prisão e se torna um modo de gestão social, produzindo isolamento, silenciamento e vulnerabilidade.
Em resistência, emergem vozes, gestos e práticas que desafiam essa lógica: a memória, a escrita, a imagem, a performance, a organização coletiva. Entre documentário, ensaio, drama, animação e manifesto, Para Além das Grades reúne um conjunto de filmes que não exibem o cárcere, mas procuram pensar como ele opera,e como pode ser questionado e superado a partir das experiências concretas de quem o vive, o atravessa ou o enfrenta.
QUI 05.02 | 21h
Arquitetura Carcerária ~ espaço, imagem e controlo
Esta primeira sessão parte da prisão como forma explícita de reclusão, mas avança para outros dispositivos de controlo onde o cárcere se estende para além das grades e se infiltra nas instituições, nas imagens e no território urbano.
Entre vigilância, internamento psiquiátrico e segregação habitacional, os filmes propõem uma leitura alargada do cárcere como modo de organizar espaços, corpos e vidas.
I THOUGHT I WAS SEEING CONVICTS
Harun Farocki
2000 | DE | 25’’
Filme-ensaio, construído a partir de imagens de vigilância provenientes de sistemas de controlo carcerário. Câmaras fixas enquadram pátios, corredores e zonas de circulação onde os reclusos passam breves períodos sob observação permanente.
Em vários registos, confrontos entre prisioneiros são acompanhados à distância, enquanto os corpos aprendem a reagir antecipadamente à lógica do sistema — deitando-se no chão, imobilizando-se, tornando-se legíveis para a câmara. As imagens, silenciosas e repetitivas, revelam a proximidade entre o campo de visão da vigilância e o campo de ação armada: ver e intervir tornam-se gestos indissociáveis. O filme transforma o próprio dispositivo de vigilância numa leitura crítica da prisão, onde arquitectura, imagem e poder operam no mesmo plano.
JAIME
António Reis (e Margarida Cordeiro)
1974 | PT | 35’
Obra de referência do novo cinema português e primeiro filme de António Reis — em colaboração não creditada com a psiquiatra Margarida Cordeiro —, a obra aproxima-se da vida e da criação de Jaime Fernandes, camponês da freguesia do Barco (Covilhã, Beira Baixa), diagnosticado com esquizofrenia paranóica aos 38 anos e internado no Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa, onde viveria até à sua morte, em 1967, aos 69 anos.
É aos 65 anos que começa a desenhar e a pintar, produzindo, nos últimos três anos de vida, centenas de desenhos e textos, uma obra tardia e singular. Filmado no interior do próprio hospital, Jaime cruza o retrato de um homem com a presença material de um espaço de reclusão, incluindo a enfermaria-prisão panóptica, dispositivo arquitectónico de vigilância e controlo que faz do hospital não apenas um cenário, mas um elemento central na leitura política e espacial do filme.
ALTAS CIDADES DE OSSADAS
João Salaviza
2019 | PT | 18’
Karlon, nascido na Pedreira dos Húngaros e pioneiro do rap crioulo, fugiu do bairro onde foi realojado. Noites de vigília, sob um febril calor tropical. Entre as canas de açúcar, um rumor. Karlon não parou de cantar. Altas Cidades de Ossadas é um tateio inquisitivo e imaginativo às suas memórias, ao cerco institucional, e às histórias submersas de um tempo sombrio.
Inserido nesta sessão, o filme permite alargar a reflexão sobre a arquitectura da reclusão ao plano urbano, onde os bairros sociais surgem como dispositivos de reorganização e delimitação das populações, operando formas de confinamento e segregação fora do sistema prisional, mas igualmente estruturadas pelo espaço e pelas políticas de controlo territorial.
~TER 10.02 | 21h
Dimensões do Cárcere ~ campos de detenção, zonas de espera, territórios suspensos
A noção de cárcere é aqui deslocada para fora dos espaços institucionais clássicos, explorando formas contemporâneas de reclusão sem muros fixos: campos de refugiados, centros de detenção administrativa e fronteiras militarizadas. Aqui, o cárcere deixa de ser apenas um edifício e passa a ser uma condição política e espacial que organiza a vida de populações inteiras em estado de exceção permanente.
A fronteira surge como prisão móvel, onde estatutos legais precários, checkpoints, perfis raciais e regimes de circulação produzem zonas de espera prolongada, suspendendo o tempo e transformando a mobilidade num privilégio. Estas formas de controlo estão profundamente ligadas a histórias de colonialismo, expropriação e ocupação, que continuam a estruturar desigualdades no presente.
Os filmes desta sessão atravessam diferentes geografias para pensar o cárcere como um dispositivo expandido e difuso. Entre testemunho, ensaio e performance, emergem também gestos de resistência simbólica, onde a voz, a memória e a imaginação se afirmam como formas de desobediência face a regimes de vigilância, exclusão e apagamento.
VIDEOMAPPINGS: Aida, Palestine
Till Roeskens
2009 | FR | 46’
No ecrã, vemos outro ecrã, e é isso. Gradualmente começa a encher-se: primeiro uma árvore, uma doce memória de uma vida com azeite da cor do ouro. Depois surgem esboços rudimentares na superfície branca. A primeira tenda do campo de refugiados de Aida foi montada pela família de Sabha Kader Abusrour em 1956. Ao falar sobre este campo perto de Belém, a sua voz é tão raivosa quanto o seu desenho é infantil. Este é o lugar que milhares de palestinianos deslocados agora chamam de casa. Eles perderam tudo. Não os vemos, mas apenas ouvimos as suas vozes e o som da caneta de feltro que estão a usar na tentativa de desenhar a sua existência. O segundo desenho representa um mapa dos arredores do campo, tal como vivido por Mahmoud Issa. Ele enfrentou o arame farpado e as patrulhas para uma excursão romântica para ver uma rapariga do outro lado da fronteira. Mas a sua viagem a Barsheeba resultou num encontro muito diferente daquele que esperava. Perto do posto de controle, um soldado israelita disparou contra ele e falhou. Os dois jovens conversaram durante horas, ali numa terra de ninguém, invisíveis e momentaneamente livres do peso da história.LIMBO
G. Hofer e M. Calore
2014 | IT | 56'
Documentário sobre migrantes detidos em centros de detenção e expulsão italianos (C.I.E.), que acompanha o impacto dessa reclusão nas suas vidas e nas das suas famílias. Pessoas com as suas vidas já bem estabelecidas fora do seu país de origem são subitamente detidas por irregularidades administrativas, entrando num regime de prisão sem prazo definido.
Entre a incerteza, a espera e o risco permanente de deportação, o filme acompanha as consequências desta suspensão forçada: separações familiares, precariedade económica e a perda de qualquer horizonte de estabilidade, num sistema onde o tempo se transforma num instrumento de controlo.
A DECLARATION OF POETIC DISOBEDIENCE FROM THE NEW BORDER
Guillermo Gómez-Peña, Gustavo Vazquez
2005 | EUA | 15'Filme-ensaio performativo que articula voz, corpo e discurso para interrogar a fronteira como espaço de exclusão, controlo e violência histórica. A partir de referências a diferentes territórios — da Faixa de Gaza às fronteiras dos Estados Unidos — o filme convoca as experiências de deslocamento, colonialismo e racismo estrutural como formas de confinamento sem muros, onde populações inteiras vivem sob regimes permanentes de vigilância, espera e precariedade legal.
Inserido nesta sessão, o filme desloca a noção de cárcere para o campo geopolítico, onde a fronteira surge como dispositivo contemporâneo de detenção, produzindo sujeitos suspensos entre territórios, direitos e identidades, e onde a resistência se manifesta sobretudo como gesto simbólico, poético e político.
~QUI 12.02 | 21h
CÁRCERE SOMBRA ~ repressão, memória e resistência
O cárcere como instrumento directo de repressão política, onde a prisão é ferramenta de controle, tortura e opressão da dissidência. Em contextos autoritários, o encarceramento torna-se um mecanismo central de controlo social, operando tanto sobre os corpos dos detidos como sobre as suas redes afetivas, produzindo medo, silêncio e apagamento histórico.
A partir de arquivos da polícia política portuguesa e de imagens clandestinas realizadas dentro de uma prisão brasileira, os filmes revelam diferentes formas de violência institucional: a vigilância sistemática, a tortura, o desaparecimento, mas também a greve de fome, a auto-organização e a luta pela memória. O cárcere surge aqui como espaço de tentativa de anulação política, mas também como lugar de resistência, onde a imagem se torna prova, gesto de denúncia e ferramenta de sobrevivência coletiva.
Mais do que reconstruir factos, estes filmes confrontam o presente com as marcas persistentes da repressão, mostrando como os regimes autoritários continuam a operar na memória, nas famílias e nas estruturas de poder, mesmo depois do fim formal das ditaduras.
LUZ OBSCURA
Susana de Sousa Dias
2017 | PT | 77'
Que rede familiar se esconde por detrás de um único preso político? Como dar corpo a quem desapareceu sem nunca ter tido existência histórica? Partindo de fotografias da polícia política portuguesa (1926-1974), o filme procura revelar como um sistema autoritário opera na intimidade familiar, fazendo emergir, simultaneamente, zonas de recalcamento actuantes no presente.
ÁGUA, AÇÚCAR E SAL
Coletivo de Presos Políticos do Presídio Frei Caneca
1979 | BR | 15'
Em agosto de 1979, momento em que o debate público se voltava para a formulação da Lei da Amnistia no Brasil, "Água, açúcar e sal" foi filmado clandestinamente dentro do presídio Frei Caneca, no Rio de Janeiro, para registar a greve de fome de 14 presos políticos, que durou 32 dias. Os presos pretendiam mobilizar a opinião pública e chamar a atenção sobre a importância da ampliação da Lei da Amnistia.
O filme foi realizado pelo Coletivo de Presos Políticos do Presídio Frei Caneca. Na ficha catalográfica do filme original, guardado no Arquivo Nacional, a direção é atribuída a Paulo Jabur, Nelson Rodrigues Jr, Noilton Nunes e Rubens Corveto.
~TER 17.02 | 21h
CONFIGURAÇÕES DE GÉNERO ~ prisão, desigualdade e afectos
Trazemos para o centro as experiências de mulheres, mães e filhas que tiveram as suas vidas impactadas pela prisão. É a prisão diferente para as mulheres?. Mais do que um espaço neutro de punição, o cárcere surge aqui como dispositivo que amplifica desigualdades sociais, morais e afetivas, inscrevendo-se de forma particular nos corpos e nas trajetórias femininas.
Entre o documentário televisivo, a ficção e o cinema autogerido, os filmes revelam como a reclusão atravessa histórias de vida marcadas por violência estrutural, exclusão social, maternidade interrompida e estigmatização. A prisão aparece tanto como lugar de confinamento físico como de julgamento moral, onde se cruzam expectativas normativas sobre o que significa ser mulher, mãe, cuidadora ou sujeito desejável dentro da ordem social.
Ao deslocar o olhar para dentro das experiências íntimas e relacionais, estes filmes mostram que o cárcere não se limita às paredes da instituição, prolongando-se nas famílias, nos vínculos afetivos e nas formas de existir no mundo.
UMA ALZIRA COMO TANTAS OUTRAS
Antónia de Sousa, Maria Antónia Palla, Cinequipa
Série Nome Mulher | 1976 | RTP1 | 40'
Documentário sobre o percurso de vida de Alzira, reclusa no Estabelecimento Prisional de Tires, e sobre o meio familiar, social e cultural em que cresceu, após condenação pela morte do filho.
OS PRISIONEIROS
Margarida Madeira
2014 | PT | 07'16''
Ivo vive agora fora, mas gostaria de estar lá dentro, onde estão a mãe e o irmão mais novo. O Sérgio viveu lá dentro, mas a irmã estava lá fora. A casa é dentro ou fora destas paredes? E a liberdade? De que lado está a liberdade?
A curta-metragem Os Prisioneiros é uma adaptação e interpretação do livro As Prisioneiras - Mães atrás das grades de Isabel Nery.
ANTI MULLERES. EXISTIR MAL
Beatriz Saiáns
2015 | Galiza | 24’Documentário autogerido que dá voz a várias mulheres do norte de Espanha, partilhando como a experiência da prisão as afeta. Entre histórias de maternidade, estigmatização e desigualdade estrutural, o filme mostra como a reclusão amplifica diferenças sociais e de género, atravessando não apenas os corpos das detidas, mas também as suas redes afetivas e relações familiares.
~QUA 18.02 | 19h30
CARTAS INSUBMISSAS ~ escrita, voz e resistência
Esta noite propõe um encontro entre leitura e cinema como formas complementares de escuta, partilha e resistência. Em parceria com o coletivo Vozes de Dentro e o Clube de Leitura Crítica Marginal, o programa parte de cartas escritas por pessoas em situação de reclusão, reunidas na zine Cartas Insubmissas, para pensar a escrita como gesto político, ferramenta de denúncia e tentativa de romper o isolamento imposto pelo sistema prisional.
As cartas dão acesso a uma dimensão raramente visível do cárcere: a experiência subjetiva de quem vive entre grades, marcada pela distância forçada, pela violência institucional, pela fragilidade dos laços familiares e pela luta quotidiana para manter alguma forma de dignidade e presença no mundo. Escrever torna-se, aqui, uma forma de existir para lá da condição de detido, de reclamar voz num espaço construído para o silenciamento.
O filme A Mala inscreve-se neste gesto, prolongando no campo do cinema aquilo que as cartas já fazem na palavra escrita: tornar sensível a dimensão afetiva e política da prisão, onde a reclusão não se limita ao corpo, mas se estende às relações, ao tempo e à própria possibilidade de futuro.
Clube de Leitura Crítica Marginal
Cartas Insubmissas ~ Vozes de Dentro
A MALA
Sara Williams
2023 | PT | 8'Através de uma carta escrita em 2022 por uma mulher presidiária em Portugal, incluída na zine ‘’Cartas Insubmissas’’ do colectivo Vozes de Dentro, viajamos entre o universo desesperante da pressão psicológica de quem pretende salvar um filho e encontra, nessa tentativa, castigo da privação de liberdade e afastamento total da sua família.
* Vozes de Dentro é um colectivo ligado às lutas das pessoas reclusas e das suas famílias, composto por pessoas presas e pessoas de fora dos muros que as acompanham e apoiam.
~QUI 26.02 | 21h
PROTAGONISTAS DA PRÓPRIA HISTÓRIA ~ memória, voz e invenção
A experiência do cárcere não se limita ao corpo ou ao espaço físico; ela tende a apagar memórias, silenciar vozes e homogeneizar identidades. Esta sessão coloca em foco o poder de quem retoma a própria história, transformando memória em ação e voz em criação. Ao reivindicar o direito de nomear, imaginar e reinventar a própria experiência, emerge um gesto coletivo de resistência que desafia o apagamento e afirma a diversidade das identidades. Trata-se de um olhar sobre a prisão que não apenas mostra confinamento, mas evidencia como memória, expressão e invenção se tornam instrumentos de empoderamento e afirmação pessoal e social.
REAS
Lola Arias
2024 | AR | 82’
Quando Lola Arias imaginou este filme, o seu plano era criar uma grande produção artística com as reclusas da prisão de Buenos Aires. Entretanto, com o surgimento da pandemia, as visitas à prisão tornaram-se impossíveis e a realizadora teve de mudar de plano. Eis, então, que surge Reas: uma mistura do documentário com o musical, em que ex-presidiárias, cis e trans, reencenam a sua vida na prisão através das suas memórias e imaginaram um futuro para as suas vidas, num trabalho colectivo interartístico marcado pela multiplicidade de identidades.
~Sab 28.02 | 16h
CAMINHOS PARA A LIBERDADE
Mais do que denunciar as violências do sistema prisional, este momento propõe repensar a pergunta fundamental: e se a prisão não fosse inevitável? A partir de perspetivas abolicionistas, críticas e coletivas, abre-se um espaço para imaginar outras formas de justiça, cuidado e convivência, onde a liberdade deixa de ser exceção e passa a ser horizonte político.
O filme e a conversa convidam a pensar a prisão não como destino, mas como construção histórica — e, por isso mesmo, passível de ser transformada e superada.
REJAS, SUSPIROS y LLAVES. Un documental abolicionista penal
Ezequiel Altamirano e Maximiliano Postay
2014 | AR | 68''Documentário que propõe uma reflexão radical sobre a possibilidade de um mundo sem prisões e sem sistema penal. A partir de uma perspetiva explicitamente abolicionista, o filme reúne testemunhos de pessoas diretamente ligadas à realidade carcerária — reclusos, ex-reclusos, familiares, ativistas e investigadores — para questionar a função social da prisão e os seus efeitos sobre os corpos, as comunidades e as formas de vida.
Sem recorrer a eufemismos nem a discursos conciliatórios, o filme assume uma posição crítica clara, deslocando o debate do campo da reforma para o da imaginação política, onde a prisão deixa de ser pensada como inevitável e passa a ser interrogada como construção histórica, ideológica e passível de desaparecimento.
| 17h30
Conversa com o colectivo Vozes de Dentro
| 20h
Jantar benefit para vozes de dentro
| 22h
iana
Improviso experimental electrónico
+Info instagram: @cinemanamula
O projeto cinemanamula existe desde 2023 e tem vindo a apresentar programas temáticos, conversas e debates com cineastas, bem como um trabalho curatorial continuado, com um caráter crítico e experimental, sempre fora dos circuitos comerciais.
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Vozes de Dentro é um colectivo ligado às lutas das pessoas reclusas e das suas famílias, composto por pessoas presas e pessoas de fora dos muros que as acompanham e apoiam.
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Clube leitura Marginal
Cooperativa Mula Barreiro, quarta-feira, 28 de janeiro às 19:30 GMT
Vamos mergulhar junta(o)s nas palavras de Ailton Krenak, um dos maiores pensadores indígenas do nosso tempo. No seu livro "Futuro Ancestral", ele convida-nos a repensar a nossa relação com a Terra e a imaginar um futuro que honre o passado.
Se sentes o chamado para desacelerar, refletir e conversar sobre um mundo mais justo e conectado, este clube de leitura é para ti.
Clube Leitura Crítica Marginal na Cooperativa Mula
Reservas jantar na @cantinadamula
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Encontro com a Frente Anti -Racista
Cooperativa Mula, domingo, 1 de fevereiro às 15:00 GMT
No dia 1 de fevereiro, a Frente Anti-Racista convida tod@s a fugir ao frio e a passar a tarde de domingo connosco, na Cooperativa Mula @cooperativamula
O encontro tem início às 15h, com a apresentação do livro Nassim, a Raposa Vermelha, seguida de uma roda de conversa com o autor António Galamba e o ilustrador Bruno Ferraz, contando ainda com a participação da professora Ariana Furtado e a presença da FAR, representada por Pedro Santarém.
Às 17h terá lugar uma oficina artística para pessoas de todas as idades, dinamizada por Margarida Arroz.
Acompanhada de pinturas faciais para crianças, realizadas por Camila Gouveia.
Pelas 19h, encerramos a tarde com a projeção do filme Alcindo de Miguel Dores, seguida de uma roda de conversa com Marta Coelho (Projeto Ruído), Ivan Coimbra e Pablo Cavernas (do Movimento Vida Justa) e moderado por Jéssica Ribeiro. A roda, para além destes interlocutores estará aberta para todos debatermos o filme, em conjunto.
Todas as atividades são gratuitas.
Vem juntar-te a nós!
Largo de Santo André, 3, Barreiro.
Cartaz desenho por @cara.trancada e @margaridaarrozhttps://eventos.coletivos.org/event/encontro-com-a-frente-anti-racista
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Hoje tivemos um passeio micológico 🍄 pela Mata da Machada no #Barreiro. Cerca de 20 pessoas aprenderam os básicos de como identificar cogumelos e descobriram a grande diversidade de espécies que pode ser encontrada na Mata.
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Ontem foi dia de aprender sobre a indústria ferroviária do Barreiro 🚂
No passeio guiado visitámos os bairros operários e aprendemos sobre o sindicalismo ferroviário. Foram das primeiras companhias nacionais a criar um sistema de pensões para os desempregados e reformados, muito antes de termos Segurança Social!
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OPEN DAY 13.0 - ADAO / BARREIRO
ADAO - Associação Desenvolvimento Artes e Oficios, sábado, 11 de outubro às 16:00 GMT+1
OPEN DAY 13.0
11 OUTUBRO 25Mais uma vez a ADAO vai abrir as suas portas para contar uma história. Um dia sempre especial em que se desvendam e acolhem novos sonhos, visões, caminhos, ilusões e coisas tão sérias como os reencontros. Vindos de todo o lado, em todas as direções e sentidos, sem tempo, nem idade, nem muros daqueles que às vezes se erguem à volta das pessoas. O Open Day reforça o compromisso da ADAO em promover a cultura e a arte, criando um espaço de encontro e partilha entre artistas e a comunidade que nos acolhe.
Once again, ADAO will open its doors to tell a story. It's always a special day where new dreams, visions, paths, illusions, and things as serious as reunions are revealed and embraced. People come from everywhere, in all directions and senses, without time, age, or those walls that sometimes rise up around people. The Open Day reinforces ADAO's commitment to promoting culture and art, creating a space for meeting and sharing between artists and the community that welcomes us.
Más una vez, ADAO abrirá sus puertas para contar una historia. Un día siempre especial en el que se desvelan y acogen nuevos sueños, visiones, caminos, ilusiones y cosas tan serias como los reencuentros. Viniendo de todas partes, en todas las direcciones y sentidos, sin tiempo, ni edad, ni muros de esos que a veces se levantan alrededor de las personas. El Open Day refuerza el compromiso de ADAO en promover la cultura y el arte, creando un espacio de encuentro y de compartir entre artistas y la comunidad que nos acoge.
https://eventos.coletivos.org/event/open-day-130-adao-barreiro
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Marginal - Clube de Leitura Crítica da Mula
Cooperativa Mula, quinta-feira, 9 de outubro às 19:30 GMT+1
Clube de Leitura Crítica Marginal
Depois da apresentação do clube em setembro, a segunda sessão do nosso Clube de Leitura Crítica Marginal acontece esta quinta-feira, dia 9 de outubro das 19:30h às 21h. Nesta sessão vamos discutir o livro "Irmã Marginal" de Audre Lorde, que estivemos a ler desde o dia da apresentação. Junta-te a nós!
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🚩 Quinta-Feira, dia 9 de Outubro de 2025 às 19:30h.
🚩 Entrada livre
🚩 Para reservar jantar: @cantinadamula
🖼 do @wladimir_vazhttps://eventos.coletivos.org/event/marginal-clube-de-leitura-critica-da-mula
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Autodefesa Digital: Recuperando Privacidade e Poder num Mundo Guiado por Dados
Cooperativa Mula, sábado, 18 de outubro às 16:00 GMT+1
Na última década, a paisagem digital mudou de forma irreversível. O que antes parecia ser uma conveniência menor — uma aplicação simples, uma conexão rápida — transformou-se num sistema vasto e interconectado, onde os nossos dados são usados para moldar as nossas vidas, muitas vezes sem o nosso conhecimento ou consentimento. Corretores de dados, grandes tecnológicas e anunciantes agora têm acesso não só às nossas compras e pesquisas, mas também conseguem prever o nosso futuro, avaliar a nossa saúde e até influenciar as nossas decisões, tudo com base no rasto que deixamos online.
Mas não se trata apenas de nós. O nosso rasto digital afeta todos à nossa volta, frequentemente de maneiras que não vemos nem controlamos. Nos últimos 5 a 10 anos, a escala e o alcance dessa vigilância cresceram exponencialmente. Assim como certos comportamentos — como o uso excessivo do carro ou o consumo irresponsável — se tornaram normais sem reflexão, os hábitos digitais estão a ser igualmente naturalizados. A diferença agora é que os custos dessa conveniência são mais evidentes.
Neste workshop, faremos uma pausa para refletir sobre como chegámos até aqui. Vamos analisar o crescimento das tecnologias baseadas em dados e as implicações éticas que trazem, particularmente no que diz respeito à privacidade e à equidade social. A seguir, vamos focar-nos em ferramentas práticas que nos permitem recuperar o controlo — não só sobre a nossa própria privacidade, mas como parte de um esforço coletivo para exigir práticas mais éticas das empresas tecnológicas que governam as nossas vidas digitais.
No final, vais sair com passos acionáveis para proteger os teus dados e a tua privacidade, mas também com uma visão mais clara sobre como os nossos hábitos digitais contribuem para um sistema social maior. Está na hora de repensarmos como interagimos com a tecnologia, e começar a usá-la de uma forma que nos sirva, e não o contrário.
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“Dos Bairros à Palestina”
Várias Localidades, sexta-feira, 10 de outubro às 18:00 GMT+1
Dias 10 e 11 de Outubro vamos realizar os eventos “Dos Bairros à Palestina”, uma programação coletiva que une cinema, conversa, arte e resistência na periferia, na Linha de Sintra e na Margem Sul.
📅 Dia 10 de Outubro (sexta) das 18h às 22h
Vamos contar com uma mostra de filmes que relacionam a luta da Palestina com a luta da periferia, roda de conversa e jantar palestiniano.
📍Espaço Mbongi @mbongi_67 , Praceta António Sérgio n°4A, Monte Abraão
📅 Dia 11 de Outubro (sábado) das 10h às 18h
Temos workshop de culinária palestiniana, roda de poesia de resistência palestiniana e workshop de crochet
📍 Cooperativa Cultural Popular Barreirense @ccpb2830 , Rua Miguel Bombarda n°2, Barreiro -
O Spot da Juventude, na Avenida Bento Gonçalves, junto às Piscinas Municipais, tem concertos e #DJ sets a partir das 23 horas, salvo algumas excepções como a exibição Gasoline.
Bia Maria, Meme Landim e Cigarra, Ideal Victim, Pop Dell’Arte, Ghoya, Irina Barros, entre outros estão nos cartazes festivos desenhados pelas associações culturais que participam no evento: #ADAO , #Gasoline , Hey, Pachuco! e OUT.RA.#Barreiro #FestasDoBarreiro #FestasDaNossaSenhoraDoRosario #HeyPachuco #OUT_RA #musica
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Quem quer ir p'ra festa?🎉🎆🎇
Começou hoje as Festas em honra da Nossa Senhora do Rosário no Barreiro.
Até 24 de Agosto, os comes e bebes abrem às 18h até às 3h da manhã, sempre servidos com #música a partir das 22h.
Aproveitem os 10 minutos gratuitos das trotinetes eléctricas, depois passam a cobrar 0,15€ por minuto.🛴
E não se esqueçam dos copos recicláveis.🍻
'Tá tudo nos posters 👇 -
2ª chamada da Bolsa #Barreiro da #PADA_studios – para artistas naturais ou com residência no Barreiro – com data limite de inscrição até ao próximo dia 7 de setembro.
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Passei hoje na #padaria Sarilho Pão e Vinho e de arrasto levei a minha mãe.
O #pão que levámos não durou muito após chegar a casa (fui a grande responsável pelo desaparecimento contínuo de fatias de pão para mal da dieta que não existe 😇).
A minha mãe que é diabética e não podendo comer qualquer pão, foi-lhe recomendado levar o Pão de Quartos da Beira que é muito bom.
Passem por lá e vejam a diferença para o pão dos hiper. Não esqueçam de provar #Enxovalhada 😋 -
🧵4/6
A #IlustraBD continua a decorrer até 27 de Julho.
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AÍ vêem uma série de sugestões para pais e filhos em início de férias.
🧵1/6
#IlustraBD #workshop #Barreiro #AuditorioMunicipalAugustoCabrita
https://www.cm-barreiro.pt/eventos/workshop-de-desenho-de-bd-para-jovens-com-hugo-teixeira/
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A Câmara Municipal do #Barreiro abriu até 25 de Junho, a consulta pública do Plano Municipal de Ação Climática (PMAC), cujo objetivo é o reforço da sustentabilidade ambiental segundo a Lei Bases do Clima (Lei n. º98/2021, de 31 dezembro).
Os endereços para consulta da documentação e envio de contributo estão no artigo.