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#cidades — Public Fediverse posts

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  1. Isto não é grave. É gravíssimo. O modo como a cidade de Lisboa e arredores (incluindo Odivelas) desvalorizam a importância dos passeios públicos na vida urbana é abismalmente vergonhoso:

    "Ricardo Antunes, sociólogo e doutorado em Sociologia, investigou as causas remotas de 1935 óbitos hospitalares: 944 em Lisboa e 991 em Beja. “Surpreendentemente, percebi que na capital há mais mortes por pneumonia”, relata à CNN Portugal. Essa constatação deixou-o surpreendido. “Como é que a região mais rica do país, com os hospitais mais diferenciados, os melhores técnicos e a melhor tecnologia de saúde, ainda tem tantos casos fatais de uma infeção respiratória como a pneumonia?”, questionou-se o sociólogo.

    Ao reconstruir a história clínica dos falecidos, encontrou um padrão. “As informações nos registos de saúde mostram, claramente, que um número significativo dessas vítimas tinha, na sua história recente, um episódio de queda na via pública”, relata o enfermeiro, que se doutorou em Sociologia no ISCTE, Instituto Universitário de Lisboa. Um dos capítulos da sua tese, sobre desigualdades em saúde, trata da relação entre a calçada portuguesa e a mortalidade. A sequência fatal é a seguinte: queda, fratura, internamento, período longo de convalescença na cama, sedentarismo, medo de sair de casa, acumulação de secreções na base dos pulmões. “A pessoa cai e começa por ter um problema ortopédico. Mas depois isso vai detonar muitos outros”, descreve Ricardo Antunes."

    cnnportugal.iol.pt/lisboa/calc

    #Portugal #Lisboa #Urbanismo #CalçadaPortuguesa #Cidades

  2. As cidades não são apenas tijolos e esgotos. São organismos vivos — testados diariamente por ondas de calor, inundações, secas e perturbações.

    A questão não é apenas como sobrevivemos, mas como prosperamos de forma diferente após cada choque.

    Este guia de A a Z explora os princípios, as práticas e as provocações que fazem com que as cidades não só recuperem, mas também avancem.

    Fonte: UN Habitat

    #cidades #resiliencia

  3. Vá lá. Finalmente parece que vem aí mais um parque em condições para Odivelas. Ainda por cima é para os meus lados :-D Parece que aprenderam algumas lições com o Parque Urbano do Rio da Costa. Nomeadamente: no século XXI qualquer parque urbano necessita de esplanadas.

    O grande problema é que me parece que o espaço reservado ao estacionamento é um pouco excessivo. Seja como for e apesar de alguma estagnação e de alguns retrocessos, Odivelas do Século XXI já não tem mesmo nada a ver com Odivelas do século passado.

    É definitivamente uma cidade que está muito bem localizada: perto de todas as melhores Universidades portuguesas, perto do Aeroporto, perto dos melhores colégios privados do país e perto dos maiores centos de escritórios de Lisboa (Avenidas Novas, Saldanha, Marquês). Isto já para não falar na panóplia de restaurantes caríssimos. Os problemas dos odivelenses derivam mais das próprias lacunas e atrasos do país do que outra coisa. Agora que dava mesmo muito jeito mais uma estação de metro lá isso dava :)

    "Começou a construção do Parque da Cidade de Odivelas, um novo projecto verde que resulta de um investimento de 11,845 milhões de euros. O parque, cujo nome será escolhido pela população, vai contemplar várias zonas de lazer, restauração, palco para eventos, parque infantil, lago contemplativo, pontes suspensas e a criação de três parques de estacionamento.

    O Parque da Cidade estará ligado a dois pontos de referência da cidade: de um lado o histórico Mosteiro de Odivelas, do outro o Parque Multidesportivo Naide Gomes, uma infraestrutura ao ar livre muito procurada pela população para correr, andar de bicicleta ou praticar desporto. Assim, o futuro parque irá cozer as modernas componentes lúdicas, de saúde e bem-estar. Com uma área total de oito hectares, foi projectado pelo gabinete de arquitectura paisagista de Caldeira Cabral e Elsa Severino."

    lisboaparapessoas.pt/2025/03/2

    #Odivelas #Portugal #Parques #Cidades #Urbanismo

  4. Um extraterrestre que chegasse hoje a uma qualquer grande cidade portuguesa pensaria que nós somos um país com uma população relativamente jovem e não com uma crescente percentagem de pessoas com mais de 65 anos, pessoas que necessitam da cadeira de rodas para se movimentarem pelas ruas das suas cidades, pessoas que precisam de transportes públicos acessíveis e sem falhas nem brechas na cobertura.

    Por essas e por outras razões, considero que a fraquíssima qualidade do poder autárquico nacional é uma das principais razões do défice de qualidade de vida de Portugal em comparação com os restantes países desenvolvidos. Os autarcas nacionais vivem numa bolha que está a quilómetros de distância do dia-a-dia da esmagadora maioria dos munícipes da suas cidades. Que estejamos em pleno ano de 2025 e eles ainda não tenham compreendido que no século XXI um sistema de mobilidade centrado no automóvel privado não pode nem deve ser uma prioridade é algo que me faz impressão.

    #Portugal #Cidades #Autarquias #Urbanismo #Mobilidade #Transportes

  5. Carta de condução? Paga pelo próprio! Carro? Pago pelo próprio! Combustível? Pago pelo próprio! Risco de acidentes perante terceiros? Elevado/bastante elevado. Riscos ambientais e de saúde? Elevados. Custos de construção da Infra-estrutura de circulação? Extremamente elevados!

    A obsessão dos autarcas nacionais na defesa dos interesses dos automobilistas e as suas viaturas contrasta com o manifesto borrifanço para com quem precisa de ou prefere andar a pé ou de cadeira de rodas. Não só isso como a canalização dos orçamentos municipais para a construção de mais parques de estacionamento, mais rotundas e mais asfalto acaba na prática por resultar no desinvestimento naquelas cinco prioridades que tendem mais ou menos a afectar a qualidade de vida de todos os munícipes - independentemente de serem ou não automobilistas.

    Em consequência, a dependência dos munícipes das cidades portuguesas para com a viatura privada enquanto meio de deslocação diária tornou-se tão elevada que não admira que os congestionamentos de tráfego e a ausência de lugares de estacionamento sejam uma constante em todas as cidades com mais de 50 mil habitantes.
    Numa tentativa apressada de tentar tapar estes problemas crescentes e de dar uma pseudo-imagem de "mobilidade verde" e de "sustentabilidade", na última década os autarcas nacionais começaram a gastar dinheiro à fartazana em ciclovias e redes públicas de aluguer de bicicletas.

    O resultado é que os munícipes portugueses que não conduzem nem querem ser ciclistas têm que não só lidar todos os dias com carros em cima dos passeios - "monos" de uma tonelada e meia - a ocupar espaço como também com ciclovias que roubam passeio público aos peões. Os passeios públicos que resistem mais parecem caminhos para cabras montesas do que outra coisa, tal não é a quantidade abismal de buracos, lombas, pisos desnivelados e todo o tipo de atentados à circulação pedonal.

    #Portugal #Cidades #Autarquias #Urbanismo #Mobilidade #Transportes

  6. O que é que os munícipes de uma cidade esperam dos seus autarcas? Eu tenho algumas ideias:

    1 - Recolha diária do lixo urbano.
    2 - Tratamento e abastecimento de água canalizada - sem cortes.
    2 - Mais e melhores espaços públicos verdes (jardins e parques) e de lazer (bibliotecas, centros culturais, piscinas), com horários mais alargados - para si, para os seus amigos e para as suas famílias.
    3 - Transportes públicos tendencialmente gratuitos, mais rápidos, em maior número, mais confortáveis, abrangendo mais zonas, com horários mais alargados e com maiores ligações para com os concelhos limítrofes.
    4 - Passeios públicos mais largos e sem buracos.
    5 - Iluminação adequada.

    Depois há outros temas importantes (mais escolas, mais centros de saúde e hospitais, mais segurança...) que dependem mais da (in)acção do poder executivo e legislativo do que das autarquias.

    Infelizmente, a maior parte dos autarcas portugueses convenceu-se de que TODOS os seus munícipes são ou deviam ser obrigados a ser automobilistas e que, como tal, só estão interessados em mais rotundas, parques de estacionamento e estradas sem buracos.

    Isso não seria tão problemático se os autarcas não quisessem convencer os restantes munícipes que não são nem querem ser automobilistas de que a maioria dos seus concidadãos é automobilista. Ora, não me parece que possamos dar essa hipótese não apenas como um facto, mas como um facto adquirido.

    A verdade é que o automóvel privado é provavelmente um dos meios de transportes mais ineficientes de toda a história, tendo em conta os custos directos e indirectos que acarreta tanto para o seu proprietário, como também para os restantes munícipes e para a sociedade em geral.

    #Portugal #Cidades #Autarquias #Urbanismo #Mobilidade #Transportes

  7. [💥 NOVO! 💥] | "Paris, utilizada como exemplo com bastante licença poética, está muito mais próxima da suposta dicotomia brasileira em prédios e casas, ainda que sem a disseminação de grandes condomínios-clube. A diferença sublime, no caso de Paris, é que ninguém se presta à defesa ultrajante de bairros centrais de mansões, simplesmente porque não parece existir nenhum. Existem edifícios de baixo gabarito, vários deles com apartamentos insalubres e minúsculos, bem como imensos subúrbios de casas. O dilema envolvendo espaço e localização é ditado pela estética, salvo algumas exceções, como a região de La Défense, uma espécie de centralidade de negócios, já fora dos limites de Paris, mas dentro da região metropolitana." | 🏷️ #cidades #adensamento #planodiretor | 🔗 Link: commu.site/blog/2025/01/22/bob

  8. {#Angiostrongylus} #Verme causador da #meningite é detectado em 26 #cidades do estado do #Rio de Janeiro portal.fiocruz.br/noticia/2025

    Uma pesquisa realizada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/ #Fiocruz) identificou a presença do verme Angiostrongylus cantonensis, causador da meningite eosinofílica, em 26 municípios do estado do Rio de Janeiro. O parasito foi detectado em moluscos terrestres, incluindo caramujo gigante africano, caracóis e lesmas.

  9. Seremos sucintos: uma vitória de Donald #Trump é uma derrota acachapante para a agenda do #ambiente e das #cidades. Infelizmente, teremos uma carga, não só de promessas extremamente lamentáveis, mas também de simbolismo. O governador marteleiro, que privatiza cada centímetro da nossa malha de transporte sobre trilhos, já comemorou o que considera uma vitória do #conservadorismo. É uma vitória do retrocesso, que contaminará nossas já fraquíssimas discussões. É urgente que a #esquerda busque diálogo com as bases. No caso de #SãoPaulo, chegou a hora de parar de falar como se só existisse Pinheiros. Não dá mais. Chega.

  10. [💥 ARTIGO NOVO 💥] Pega-trouxa: mesmo após #concessão, expansão da Linha 13 será tímida | "A projeção de demanda é tão limitada perto do resto da malha, que mesmo após a expansão, teremos um quadro de 15 minutos de intervalo médio no trecho compreendido pelas estações Bonsucesso e Gabriela Mistral. Para efeito de comparação, nos trechos de maior carregamento, as linhas 11-Coral (Luz-Estudantes) e 12-Safira (Brás-Calmon Viana) possuem intervalos médios nos picos de 4 e 5 minutos, respectivamente […]" | 🏷️ Etiquetas: #privatização #privataria #cptm #guarulhos #periferia #trem #mobilidade #cidades #ferrovia #rmsp #l11el #l12 #l13 | 🔗 Saiba mais: commu.site/blog/2024/09/22/exp

  11. Indo na padaria 1 hora antes dela fechar. Ar com qualidade insalubre e #calor terrível. Não dá nem vontade de sair de casa. Para mim, que ajudei a fundar o @commu, é uma situação especialmente deprimente. Uma década tentando discutir temas relacionados, mas parece que não adiantou, mesmo mirando na Região Metropolitana de São Paulo, com ~20 milhões de habitantes. O Brasil é um país cada vez mais urbano, mas falar de #urbanismo e #planejamento territorial ainda é tabu. A proliferação de #cidades médias, nas quais baixas densidades e uso indiscriminado do #carro são sinônimos (equivocados) de qualidade de vida, coloca um desafio extra, mas que já havia sido adiantado há décadas por nomes como o brilhante Milton Santos. Estamos atrasados e sofrendo as consequências.

  12. 👀 Do #Guarulhos Todo Dia: "Ludmila Ribeiro, pesquisadora do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), destaca o cuidado e a ocupação dos espaços públicos que reduzem a sensação de #insegurança. Ela, no entanto, vê esse debate pouco presente na agenda eleitoral. […] O livro Morte e Vida das Grandes #Cidades, lançado em 1961 pela norte-americana Jane Jacobs, é ainda hoje considerado uma referência no assunto. Ela instituiu o conceito de 'olhos da rua', no qual defende que as pessoas que utilizam as vias públicas ou os moradores que contemplam essas vias de suas casas exercem vigilância natural." | 🔗 Link: guarulhostododia.com.br/notici

  13. Diversos posts pelo #fediverso em relação às queimadas e à deprimente qualidade do ar, principalmente na capital paulista, que está liderando das cidades com pior qualidade do ar do mundo, como noticiado pela CNN e outros veículos (cnnbrasil.com.br/nacional/cida). Pois bem, nós estamos há 10 anos tentando pautar um dos sistemas mais capazes e limpos de #transporte de uma das maiores aglomerações urbanas da América Latina, sem sucesso, além disso, só temos conquistado desafetos ao apontar os privilégios de quem normaliza tecidos de baixa densidade em áreas centrais. Não adianta se impressionar e continuar normalizando #cidades espraiadas, deformadas em prol do #automóvel. Nenhuma retórica anticapitalista ou revolucionária será capaz de escamotear a hipocrisia em #SaoPaulo.

  14. "Ocorre que melhorias no #transporte público por #ônibus podem ser motivadas pelo custo geral que #engarrafamentos longos de #automóveis individuais causam para a #economia, aumentando os atrasos e diminuindo o tempo no trabalho, gerando acidentes e poluindo a cidade. Há, inclusive, propostas que buscam quantificar quanto do Produto Interno Bruto (PIB) é perdido em função disso. Nesse sentido, não é estranho que #cidades que implementaram essa #política apresentem um crescimento econômico e associações comerciais elogiem a proposta, porque zerar a tarifa atende ao sentido que o transporte público tem de uma Condição Geral de Produção para a acumulação capitalista. […]". 🔗 Leia mais em congressoemfoco.uol.com.br/are

  15. 🔄 Artigo de 4 de junho 🔄 | “Com o atual governador, #Tarcísio de Freitas (Republicanos), o excêntrico e o marginal são apenas faces da mesma moeda: um #transporte público que não é feito para as #cidades, e cuja dinâmica de funcionamento está fortemente apoiada nas demandas do mercado de trabalho. Mesmo em domínio #tucano, parecia existir um mínimo de respeito com as classes médias que insistiam numa convivência consciente com os vizinhos dos primeiros andares da pirâmide.” ↵ “O verniz de cordialidade entre 'pobres e remediados', entretanto, parece ter sucumbido à voracidade da ignorância #bolsonarista, numa perigosa síndrome que mescla poder, ignorância e uma visão quase metafísica dos papéis do Estado e da iniciativa privada […]” | 🔗 Link: commu.site/blog/2024/06/04/cpt

  16. O debate sobre os Planos Diretores das cidades poderia incluir a possibilidade de diminuição das casas.

    Acompanhando a discussão em Garopaba/SC me vem uma reflexão que sempre tive.

    Qual o sentido de existir casas ou terrenos tão grandes em regiões litorâneas, sendo que muitas ficam vazias boa parte do tempo?

    Por que avançar sobre os banhados se tem tanto espaço ocioso?

    #colapsoclimatico #cidades

  17. [💥 NOVO! 💥] "A noção de miolo de bairro entrega aquilo que São Paulo é: uma Los Angeles à paulista, uma cidade em eterna negação, terceirizadora de responsabilidades, produzida privadamente, extremamente fragmentada. Traduz a visão racista e preconceituosa do transporte público, bem como o desejo de usar o automóvel até ninguém mais conseguir respirar." || #planodiretor #zoneamento #urbanismo #direitourbanístico #cidades #sãopaulo || commu.site/blog/2024/04/22/que

  18. "Não é culpa do sindicato não,
    é o governante que não vale merda"

    Dona Fátima, São Paulo, 03 de outubro de 2023.

    #cidades