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Livro 5: Título provisório — FENAS/OVNIS Vi o céu rasgar e algo mágico me aconteceu (Poema 01/60)
Livro 5: Título provisório — FENAS/OVNIS
Vi o céu rasgar e algo mágico me aconteceu (Poema 01/60)
No entardecer daquela sexta-feira,
tudo acontecia naturalmente.
Pensar, hoje, no que aconteceu
é muito difícil para mim.
Minha memória
tem dificuldades em aceitar o que aconteceu.
Por isso, vivo em constante negação:
a memória de alguém que prefere não se lembrar.
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O que aconteceu não foi uma ação humana.
Não. É até difícil de acreditar.
Estávamos no quartel,
na torre do Distrito Norte.
— Peçam apoio aos caças!
Eu e outros dois respondemos imediatamente ao chamado.
Tudo aconteceu em segundos para mim,
mas meu comandante disse
que ficamos desaparecidos por cinco anos.
Observei, enquanto nos aproximávamos do local,
que tudo estava tranquilo,
exceto por um cheiro estranho.
Não conseguia distinguir de onde vinha.
Parecia que vinha de fora.
Ao mesmo tempo, parecia que estava dentro da aeronave.
Não conseguia distinguir de onde aquele forte cheiro vinha.
Tudo ficava cada vez mais forte, estranho e intenso.
Carlos de CamposAvalie isto:
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A nova trincheira digital: livro analisa o avanço do Google e o colonialismo de dados em Cuba
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AI-Enhanced Assistive Technologies for Accessible Classrooms – novo livro
A inteligência artificial (IA) está a redefinir os limites do que é possível na educação, especialmente para alunos com necessidades diversas. Num mundo onde a acessibilidade e a inclusão são prioridades crescentes, as tecnologias de apoio potenciadas por IA surgem como uma solução inovadora para remover barreiras e criar oportunidades iguais de aprendizagem. É neste contexto que nasce o livro "AI-Enhanced Assistive Technologies for Accessible Classrooms", co-editado por mim e pela […] -
catarina voltou a escrever @catarinavoltouaescrever.wordpress.com@catarinavoltouaescrever.wordpress.com ·32 | Incorporar-se a vida…
Cara R, passei a madrugada com a sua poesia e amanheci embriagada. Fazia dias que não acompanhava o despertar do dia. Coloquei a chaleira no fogo para um chá. Framboeza com limão siciliano e fui andar pelo quintal. Enquanto observava as ranhuras no chão, lembrei-me de um texto escrito por Borges, que é uma dessas leituras que não cabem dentro de um único momento.
Gosto imenso quando os autores trazem luz às sombras que inventamos pelos caminhos. Na semana passada… experimentei isso. Respondi em meia dúzia de linhas: o que é um romance? Afastei-me da ideia pronta. Ignorei os moldes oferecidos… e escrevi como quem escolhe ingredientes para uma receita ancestral.
O Poeta português José Luís Peixoto fez algo parecido nas primeiras linhas de seu livro: a criança em ruínas. Diz ele, com a calma de quem inspira e expira — os lugares onde sou, o poema sou eu, as minhas mãos nos teus cabelos, o poema é o meu rosto, que não vejo, e que existe porque me olhas, o poema é teu rosto, eu, eu não sei escrever a palavra poema, eu, só sei escrever o seu sentido.
Borges foi um talentoso professor-homem-poeta. Não nego que vivi as turras com ele, nos últimos anos. O que não me impediu de reconhecer sua genialidade literária. No ensaio, que escolhi ler em voz alta, escreveu: a poesia é o encontro do leitor com o livro, a descoberta do livro. Há outra experiência estética que é o momento, também muito estranho, em que o poeta concebe a obra, no qual ele vai descobrindo ou inventando a obra. Como se sabe, em latim, as palavras “inventar” e “descobrir” são sinônimas. Tudo isso está de acordo com a doutrina platônica quando esta afirma que inventar, descobrir, é recordar. Francis Bacon acrescenta que, se aprender é recordar, ignorar é saber esquecer; já dispomos de tudo, só nos falta ver.
Em outro trecho, ele afirma: quando escrevo alguma coisa, tenho a sensação de que esse alguma coisa preexiste. Parto de um conceito geral; sei mais ou menos o princípio e o fim, e depois vou descobrindo as partes intermediárias; mas não tenho a sensação de inventá-las, de que dependam do meu arbítrio; as coisas são assim, estão escondidas, e meu dever de poeta é encontrá-las.
Lembrei ao ler, da paixão que sentia — na infância — ao descobrir novas palavras, em idiomas outros. Tomava nota e as guardava dentro de um porquinho de porcelana. Deveria guardar moedas ali. Mas a minha riqueza era outra. As palavras, que eu acrescentava ao meu vocabulário particular — minúsculo naqueles dias… Tinha medo (aos sete) de perdê-las. Soube, ao ler Amélia Rosselli que, palavras se perdem de nós e vão parar no limbo, por desuso-descaso. Foi o que bastou para perturbar a minha existência e vaporizar a minha paz.
No meu aniversário seguinte… pedi e ganhei um conjunto de dicionários: latim-inglês-espanhol-francês e português. Durante algum tempo foi toda a minha biblioteca. Não passava um único dia sem que eu recorresse as páginas em busca de significados. De idioma em idioma, um novo mundo apresentava-se a partir das sonoridades que chegavam. Não gostei de algumas palavras, recusando-as. Outras, passaram a ter uso frequente. Passei a misturar os idiomas e a me expressar com a certeza das melodias.
Borges tinha razão ao dizer que um poeta não inventa poesia. Ele a reencontra. Está tudo no ar, nos lugares e nas pessoas. A estética se oferece ao olhar. E o sentimento dá cor ou abstrai. Tudo em uma pequena fração de segundos em que podemos ter atenção, o bastante para, — como disse, Bradley — recordar alguma coisa esquecida. Da sua poesia, recolhi: solavanco. Era o que acontecia quando um vagão era engatado ao outro, na estação. Gostava imenso daquela colisão. Descobri anos mais tarde que um solavanco atinge o corpo-alma em diferentes momentos. E isso também é poesia…
Au revoir
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Biblioled – Empréstimo de ebooks nas Bibliotecas Portuguesas (e cheque-livro)
A Lusa titula que a Biblioled, a aplicação de empréstimos de livros digitais e áudiolivros pelas Bibliotecas Portuguesas, emprestou quase 22 000 livros em menos de dois meses e que a Ministra da Cultura se questionou se haveria “maior interesse na leitura através do digital”, ao mesmo tempo que sublinhava que apenas 18% dos jovens com direito ao cheque-livro o tinha utilizado.
Eu ia apenas falar da Biblioled, mas achei a percentagem de uso tão baixa do cheque-livro que fui ao site ver as condições ou o que é necessário os jovens fazerem para usarem o cheque-livro.
Cheque-livro
O cheque-livro de 20€ é para cidadãos nascidos em 2005 e 2006. Para utilizar esse cheque é necessário ir ao site e fazer o registo através da autenticação com o Cartão do Cidadão ou da Chave Móvel Digital. Não sei se os jovens desta idade estão habituados a usar esta autenticação e, portanto, isto pode ajudar a explicar a baixa percentagem de uso. Haveria alternativas de verificação que minimizassem os passos que têm de ser dados do lado dos jovens?
Não sei como estão distribuídos aqueles 18% geograficamente, mas há distritos em que a vasta maioria dos concelhos não têm uma livraria aderente. É possível que não tenham uma livraria sequer, mas esta falta pode ser um problema (não vi no site do Governo indicação do cheque-livro poder ser usado numa livraria online, o que podia minimizar este problema).
Finalmente, e aquilo que me parece (ajudar a) explicar melhor a baixa percentagem de uso é que o cheque só pode ser usado para comprar um livro ou livros de preço igual ou superior a 20€. Sim, sim, leram bem. Se o livro custar 16€, 17€, ou 19€ e tal, o jovem tem de comprar um segundo livro e pagar o que faltar.
Como não há livros a 10€ ou 20€ certos, quem usar este cheque terá sempre de pôr alguma coisa do seu bolso. Eu não estou a ver nenhuma boa razão para não permitir a um jovem comprar um livro de 17€ com o cheque-livro de 20€. Quem não tem dinheiro para comprar um livro obviamente não vai usar este cheque porque implicará sempre gastar dinheiro.
E isto não me parece nada um incentivo à leitura, parece-me sim um incentivo às editoras e livrarias. Faz lembrar a publicidade falaciosa do “compra dois que fica mais barato”, que muitas vezes leva as pessoas a comprar e a gastar mais, porque não iriam comprar dois de outra maneira!
Biblioled
Sobre a Biblioled. Está a ser claramente um sucesso, apesar das grandes editoras estarem a boicotar este serviço (em dezembro, a APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros recomendava aos seus associados a não participação no projecto).
Não consigo perceber porque é que não há livros de determinadas editoras na Biblioled. Tanto quanto sei, as bibliotecas nunca tiveram de pedir autorização às editoras para comprarem livros dessas editoras para empréstimo bibliotecário. Aliás, isto iria contra o propósito da biblioteca, que deve ter a liberdade de curar e escolher o seu catálogo, independentemente da vontade da editora.
Sobre as declarações da Ministra, não me parece que o maior interesse seja por a leitura ser digital, mas sim porque o digital permite maior facilidade de acesso (é possível que fosse isto que a ministra queria dizer?). Ou seja, até agora as pessoas precisavam de ir a uma biblioteca, a um local físico durante a hora de trabalho, para requisitarem livros (excepção para cidades como Lisboa, que têm várias bibliotecas espalhadas pela cidade e algumas com horários ao sábado). Agora, podem requisitar livros a qualquer hora e em qualquer lugar.
Ou seja, se aumentássemos o número de bibliotecas e com horários alargados, certamente teríamos mais empréstimos de livros em papel.
Se quiserem experimentar a Biblioled, podem consultar este site. Se já estiverem registados numa biblioteca, podem enviar um email e pedir as credenciais. Se não estão registados em nenhuma biblioteca, procurem a que está mais próxima de vós (e que pertença à rede – há bibliotecas que não estão na Biblioled) e registem-se lá.
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Lançaram um #livro gratuito (@creativecommons BY-NC-ND 4.0) para identificação de #abelhas de Portugal. Por cá existem 750 espécies de 🐝.
"será extremamente útil não só para investigadores que trabalham no estudo e conservação de polinizadores, mas também para estudantes, naturalistas e para todos os que tiverem interesse em aprender sobre a identificação de abelhas"
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Repórter Retro 107
https://retropolis.com.br/2024/09/27/reporter-retro-107/
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Se quiserem ouvir (em inglês) uma (excelente) adaptação deste #livro, a BBC Sounds está a disponibilizar os episódios aqui:
https://www.bbc.co.uk/sounds/brand/b03j865z