Morre Michael Forest, ator de Jornada nas Estrelas, aos 97 - 18/10/2026 - Ilustrada: Americano teve carreira extensa na atuação e dublagem https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/10/morre-michael-forest-ator-que-fez-apolo-em-jornada-nas-estrelas-aos-97-anos.shtml #MichaelForest #JornadanasEstrelas
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https://www.europesays.com/pt/559190/ Morre Michael Forest, ator de Jornada nas Estrelas, aos 97 – 18/10/2026 – Ilustrada #Arte #Celebridades #Celebrities #cinema #Entertainment #Entretenimento #filme #folha #JornadaNasEstrelas #obituário #Portugal #PT #séries #StarTrek #televisão
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Michael Forest (1929-2026)
O ator norte-americano Michael Forest, mais conhecido pelos fãs da ficção científica por ter vivido o alienígena Apolo no episódio “O Lamento por Adônis” da Série Original de Star Trek (na foto em destaque), faleceu na última quarta-feira, 14 de outubro, aos 97 anos. Forest, cuja carreira começou em meados da década de 1950, participou como convidado em muitas outras séries clássicas da TV como Zorro, Além da Imaginação, Quinta Dimensão, Bonanza e Missão: Impossível. No cinema esteve em filmes do produtor e diretor Roger Corman, além de longas como 100 Rifles e King Kong 2. Em 2013 Forest voltou a interpretar Apolo no episódio inicial da websérie Star Trek Continues.
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Sci Files: STAR TREK – Os 60 Anos de uma JORNADA NAS ESTRELAS
Com o episódio “O Sal da Terra”, no dia 8 de setembro de 1966, estreava na rede de TV NBC, nos Estados Unidos, a série Star Trek (Jornada nas Estrelas), de Gene Roddenberry, onde eram mostradas as aventuras de James T. Kirk (William Shatner), o capitão da nave estelar classe Constitution Enterprise NCC-1701, da Federação dos Planetas Unidos. A nave, como anunciado na famosa introdução narrada por Shatner, partiu em uma missão de cinco anos “em busca de novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve”. Os eventos mostrados na série se passavam entre os anos 2265 e 2269, no século 23.
Da esquerda para a direita: Scotty (James Doohan), McCoy (DeForest Kelley), Chekov (Walter Koenig), Chappel (Majel Barret), Kirk (William Shatner), Uhura (Nichelle Nichols), Spock (Leonard Nimoy) e Sulu (George Takei)A série já nasceu sobrevivendo, uma vez que fora rejeitada pela CBS, e foi o estúdio Desilu, de Lucille Ball (estrela de I Love Lucy), que aceitou produzir o piloto em 1964. Nele (“The Cage”), a Enterprise sob o comando do Capitão Christopher Pike (Jeffrey Hunter) estava numa missão de resgate de sobreviventes de uma nave que caíra no planeta Talos 4. Lá o Capitão encontra uma sobrevivente e os talosianos, capazes de criar qualquer tipo de ilusão. O episódio era muito cerebral e acabou sendo rejeitado. Foi realizado um novo piloto, “Where no Man has Gone Before”, com um novo Capitão e uma nova tripulação – da anterior, somente o vulcano Sr. Spock (Leonard Nimoy) foi mantido. Inicialmente os executivos da NBC queriam tirar do programa o personagem Spock, já que sua aparência lembrava o demônio, mas a firmeza de Gene o manteve. Isso por vezes até foi ironizado na série, quando Kirk e o médico da nave, Dr. McCoy (DeForest Kelley) brincavam com Spock, comparando-o com o Diabo. Aliás, o trio Kirk/Spock/McCoy, com suas conversas, ironias e, acima de tudo, amizade, acabou sendo o principal pilar da série.
A Enterprise NCC-1701 dispara os phasersCom a série aprovada, Gene passou a fazer o que lhe interessava: introduzir comentários políticos e alegorias da época, camuflados como ficção cientifica. Foram introduzidos como vilões os alienígenas Klingons e Romulanos, sendo os primeiros claramente inspirados nos soviéticos. Eles também reapareceram depois nos longas para o cinema, a partir de 1979, e nos vários spin-offs televisivos como The Next Generation (A Nova Geração), Deep Space Nine (A Nova Missão), Voyager, Enterprise e Discovery. A série inovou, à época, por apresentar uma tripulação multirracial e mulheres em postos de comando. Roddenberry conseguiu ótimos roteiristas, porém tinha o mau hábito de reescrever os roteiros deles, e assim, ao longo de sua duração, Jornada nas Estrelas perdeu muitos bons escritores, como Harlan Ellison.
O Capitão James T. Kirk (William Shatner)Em suas três temporadas, a Série Clássica de Star Trek teve muitos episódios excelentes, hoje considerados clássicos. Entre eles, “Cidade à Beira da Eternidade” é considerado quase unanimemente o melhor, embora meu preferido seja “Máquina de Destruição”, do segundo ano. O episódio “O Equilíbrio do Terror” introduz a ameaça Romulana, e nele é citada a antiga guerra Terra/Romulus. Já em “Missão de Misericórdia” os Klingons são apresentados como inimigos declarados da Federação. O vilão Khan, visto no memorável episódio “Semente do Espaço”, reaparecendo nos longas Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan (1982) e Além da Escuridão: Star Trek (2013)
O Oficial de Ciências Sr. Spock (Leonard Nimoy)Gene L. Coon foi o responsável por colocar na série muitos dos elementos dramáticos e cômicos que a caracterizaram, como a A Primeira Diretriz, os Klingons, a relação de picuinha/admiração entre Spock e McCoy, e também a tendência resmungona do engenheiro Scotty. Coon também escreveu alguns dos melhores episódios, como “Missão de Misericórdia”, “Demônio da Escuridão”, “Semente do Espaço”, “Arena”, “Um Gosto de Armageddon”, “Lamento por Adonis”, “Metamorfose” e “Pão e Circo”. Gene centrava-se em situações dramáticas, enquanto Coon priorizava as cômicas. O equilíbrio das características de ambos tornava a série mais rica e consistente.
CURIOSIDADES:
A Federação foi inspirada no filme O Planeta Proibido, de 1956, do estudio MGM;
O falecido Leonard Nimoy, no segundo ano, causou problemas ao renegociar seu contrato e até foi cogitada sua substituição por Mark Lenard, que acabou tornando-se o pai de Spock, Sarek;
Foi no segundo ano que surgiu o Universo Espelho, muito utilizado pelas spin-offs – especialmente em Deep Space 9 (DS9);
Em comemoração dos 30 anos de Jornada nas Estrelas, foi produzido um episódio onde a tripulação da DS9 acaba parando dentro do episódio da Série Clássica “Problemas aos Pingos”, onde salvam o Capitão Kirk da morte certa;
Também durante essa comemoração, houve um episódio de Voyager onde o Capitão Sulu tenta salvar Kirk da prisão Klingon Rura Phente, num crossover com o longa Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida (1991);
Três Klingons que enfrentaram Kirk na Série Clássica reapareceram no segundo ano de DS9, como amigos de Jadzia Dax;
A NBC decretou o fim de Jornada nas Estrelas após o término do segundo ano, mas uma campanha de cartas e protestos garantiu o terceiro ano;
Anos mais tarde a Nasa batizou seu primeiro ônibus espacial de Enterprise;
Muitos consideram “O Cérebro de Spock” como o pior episódio da série, mas existe um de Voyager que “inspira-se” justo nele. Outra série de ficção científica, Andromeda (baseada num conceito de Gene Roddenberry) também andou se inspirando nessa “pérola”;
Diversas espécies apresentadas na Série Clássica foram ignoradas nas spin-offs, só retornando em Enterprise, ou foram mal utilizadas, como o caso do vulcano Tuvok em Voyager;
Diversos elementos da Série Clássica foram utilizados no quarto ano de Enterprise, considerado por muitos a melhor temporada dessa série;
Em 08 de setembro de 1972, devido ao sucesso da Série Clássica, foi lançada pela NBC uma série em desenho animado, com a tripulação original. A Filmation foi a produtora escolhida por Gene para criar o desenho, que teve 22 episódios em duas temporadas;
O holodeck foi introduzido na Série Animada, mas só foi largamente explorado na Nova Geração, de 1987;
A Phase 2, uma proposta para se fazer uma nova série televisiva com a tripulação da Série Clássica nos anos 70, acabou se transformando no longa metragem de 1979. 13 episódios chegaram a ser escritos, e alguns dos roteiros foram reaproveitados na Nova Geração;
O filme Star Trek (2009), de J.J. Abrams, utilizou o recurso da viagem no tempo para criar uma nova linha de tempo (a chamada Kelvin Timeline) que permite recontar a história da Série Clássica, trazendo de volta a tripulação original da Enterprise. O longa mais recente, Star Trek: Sem Fronteiras, que comemora os 50 anos do lançamento da Série Clássica, continuou nessa linha.
A Série Clássica de Jornada nas Estrelas teve 79 episódios produzidos, lançados em DVD no Brasil e atualmente disponíveis em streaming, e plantou sementes que alimentam admiradores de todo o mundo há 50 anos. A versão remasterizada da série, com efeitos CGI substituindo os originais, também saiu em DVD e Blu-ray. No Brasil existem muitos grupos de fãs da franquia, e sites e fóruns de discussão de alta qualidade como o Trek Brasilis. Também são realizadas convenções e fanfilms.
Guilherme da Costa Radin (in Memorian)
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NA TELA: 60 Anos de STAR TREK – O Guia do Iniciante (ATUALIZADO)
Heitor Teixeira, na seção Tela Trekker, apresenta a playlist GUIA DO INICIANTE, com caminhos claros para entrar na sexagenária franquia Star Trek sem spoilers pesados e sem confusão — mesmo com quase 1000 episódios já produzidos (o post será atualizado diariamente conforme forem saindo os novos vídeos):
Confira no Youtube mais conteúdo do nosso canal parceiro, NA TELA.
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In Memoriam: Gene Roddenberry
Lembrando o escritor e produtor Gene Roddenberry no dia de seu aniversário. Mais conhecido como o criador da série de TV clássica de Jornada nas Estrelas dos anos 60, Gene Roddenberry nasceu no dia de hoje, 19 de agosto, em 1921.
Eugene Wesley Roddenberry Sr. nasceu em 19 de agosto de 1921, em El Paso, Texas, o primeiro filho de Eugene Edward Roddenberry e Caroline “Glen” Roddenberry. A família mudou-se para Los Angeles em 1923 depois que o pai de Gene passou no teste de serviço público e recebeu uma comissão policial lá. Durante sua infância, Roddenberry se interessava por leitura, especialmente revistas pulp, e era fã de histórias como John Carter of Mars e Tarzan.
Roddenberry formou-se em ciência policial no Los Angeles City College e se interessou por engenharia aeronáutica. Ele obteve uma licença de piloto através do Programa de Treinamento de Pilotos Civis patrocinado pelo Corpo Aéreo do Exército dos Estados Unidos, e voou em 89 missões de combate nas Forças Aéreas do Exército durante a Segunda Guerra Mundial. Depois da Guerra, passou a trabalhar como piloto comercial. Ele sobreviveu a três acidentes aéreos graves, incluindo vítimas fatais. O primeiro como piloto em 2 de agosto de 1943, o segundo como passageiro, ainda na Força Aérea, e o terceiro em 18 de junho de 1947, em um voo da Pan Am que caiu no deserto da Síria.
Roddenberry seguiu os passos de seu pai e ingressou no Departamento de Polícia de Los Angeles, tornando-se o redator de discursos do Chefe de Polícia. Ele se tornou consultor do LAPD para a popular série de televisão Dragnet, além de outros seriados policias. Logo estava escrevendo roteiros, sob o pseudônimo de “Robert Wesley”. Em 7 de junho de 1956, ele renunciou à força policial para se concentrar em sua carreira de escritor. Roddenberry colaborou para várias séries de TV da época, até começar a escrever seus próprios programas e oferecê-los às emissoras na esperança de tornar-se produtor, mas diante da recusa das emissoras, Roddenberry considerou se mudar para a Inglaterra.
Porém, recebeu uma oferta da Screen Gems para se tornar produtor e criador de seriados de TV. Embora um desses seriados, The Wild Blue, não tenha ido além do piloto, Roddenberry criou uma nova série, 333 Montgomery, sobre um advogado interpretado por DeForest Kelley. Também não foi aprovado, mas deu origem à série Defiance County. Na época casado com Eileen-Anita Rexroat, Roddenberry se tornou bastante próximo da atriz Majel Leigh Hudec, mais tarde conhecida como Majel Barrett. Ele acabou deixando a Screen Gems em 1961. Mais ou menos nessa época, começou a trabalhar em uma série de TV de ficção científica onde uma equipe multiétinica viajava pelo mundo em uma espécie de dirigível, inspirando-se em Robur, o Conquistador e Master of the World, de Júlio Verne.
Gene Roddenberry no set da série clássica de Jornada nas Estrelas.
Depois de ingressar na MGM, Roddenberry conseguiu lançar sua primeira série, The Lieutenant, que estreou em 14 de setembro de 1963, um drama de uma hora que explorava a vida de oficiais e fuzileiros navais em uma base da Costa Oeste durante a guerra fria. O show foi um sucesso de audiência e trazia nomes no elenco que mais tarde apareceriam em Jornada nas Estrelas: Gary Lockwood, Leonard Nimoy, Nichelle Nichols e Majel Barrett. A série não foi renovada após a primeira temporada, o que levou Roddenberry a retornar à sua ideia da tripulação de um dirigível. Em março de 1964, reescreveu o roteiro como ficção científica e gastou 19 dólares para registrar sua série no Writers Guild of America (WGA) como Star Trek.
A MGM reagiu com frieza à oferta de Roddenberry, e ele foi procurar uma pequena produtora, a Desilu Productions, de propriedade da atriz Lucille Ball e do marido dela, Desi Arnaz, e foi imediatamente contratado não por causa de Star Trek, mas para produzir outros programas em desenvolvimento da Desilu, cujo único grande sucesso na época era The Lucy Show, estrelada por Lucille. Roddenberry ofereceu Star Trek para a CBS que na época estava desenvolvendo outro seriado de ficção científica, Perdidos no Espaço, e em seguida para a NBC, que, baseando-se em três opções de roteiros, encomendou um piloto, então chamado “The Menagerie”, mas que depois ficou conhecido como “The Cage”. Os outros dois roteiros mais tarde se tornariam episódios da série.
Para ajudá-lo a tornar a história mais dinâmica e cinematográfica, Roddenberry contratou a experiente roteirista DC Fontana, com quem ele havia trabalhado em The Lieutenant. Parte dos custos vieram da própria Desilu, nessa época já em dificuldades financeiras, e parte veio da NBC. O piloto de Star Trek foi apresentado à NBC, mas a emissora não ficou muito interessada. A NBC se comprometeu em reavaliar a série se Roddenberry conseguisse apresentar um novo piloto. A principal mudança foi remover a futura esposa de Roddenberry, Majel Barrett, que interpretou uma oficial da frota estelar – aparentemente uma mulher nessa posição era algo ousado demais para os conservadores executivos do estúdio – pelo Sr. Spock, um alienígena de orelhas pontudas, como primeiro oficial, e Majel mais tarde interpretaria a enfermeira Chapel. Roddenberry trabalhou em vários roteiros ao mesmo tempo. “Where No Man Has Gone Before” foi o escolhido. O episódio entrou em produção em 15 de julho de 1965. Em fevereiro de 1966, a NBC comprou Star Trek como série regular para ser exibida em seu horário nobre durante o outono norte-americano.
Gene Roddenberry e Majel Barrett, sua segunda esposa, que interpretou três personagens diferentes no universo Star Trek: a segunda em comando do episódio piloto The Cage, a enfermeira Chapel durante a série regular, e Lwaxana Troi em Star Trek – The Next Generation, além de fazer a voz dos computadores das naves em todas as séries.
Gene Roddenberry e aquela que provavelmente é a nave estelar mais famosa da ficção científica em todos os tempos: a NCC-1701 USS Enterprise.
Às 20h de 8 de setembro de 1966, ia ao ar na NBC o primeiro episódio de Star Trek, “The Man Trap”. Como a audiência permaneceu em baixa durante os primeiros episódios, Roddenberry temia que a emissora cancelasse a série e começou a fazer lobby junto a vários outros escritores para que manifestassem seu apoio à Star Trek. A NBC não levou nada disso em consideração porque a emissora já tinha decidido que Star Trek seria renovada para uma segunda temporada. Star Trek seguiu com a audiência baixa ao longo de seu segundo ano, levando Roddenberry novamente a interceder pela sobrevivência da série junto a seus amigos escritores, entre eles Isaac Asimov, e os fãs mais ardorosos.
A NBC renovou Star Trek para uma terceira temporada, mas por causa de uma disputa na programação com outros seriados de maior audiência a emissora acabou jogando a série no limbo da sua programação nas noites de sexta-feira quando grande parte dos jovens – o público mais fiel da série – estava fora de casa se divertindo. Percebendo que sua série não sobreviveria naquele horário, Roddenberry, embora continuasse como produtor executivo, decidiu se afastar do controle criativo de Star Trek e passou a se dedicar a outros projetos, que incluíam uma adaptação de Tarzan e uma versão para o cinema de I, Robot de seu amigo Asimov. Nenhum desses projetos vingou e em fevereiro de 1969, a NBC anunciou o cancelamento de Star Trek.
Houve uma campanha de fãs pedindo o retorno da série, mas com muito menos adesão do que no ano anterior. O último episódio de Star Trek, “Turnabout Intruder”, foi ao ar em 3 de junho de 1969, apenas 47 dias antes de o homem pisar na lua. Por causa dos acordos mal distribuídos, o cancelamento deixou a produtora com um prejuízo de US$ 4,7 milhões. Roddenberry vendeu sua participação em Star Trek para a Paramount Studios em troca de um terço dos lucros, mas ele só veria algum lucro a partir de meados dos anos 80 quando a série lançou sua carreira de sucesso nos cinemas. Roddenberry declarou que nunca mais escreveria para a televisão.
Roddenberry não conseguiu emplacar nenhum outro projeto depois do cancelamento de Star Trek. Ele ficou marcado como o produtor de um dos mais caros fracassos da televisão. Sem emprego, sem dinheiro, e com uma hipoteca e uma pensão para pagar à sua ex-esposa Eileen-Anita, de quem se divorciou em 1969 para casar-se com Majel Barrett naquele mesmo ano, Roddenberry passou a dar palestras e vender sua participação em convenções de ficção científica. O que começou como uma questão de sobrevivência, ajudou a formar uma base de fãs leais que juntamente com as reprises de Star Trek no syndication dos Estados Unidos, aos poucos foi ampliando o fenômeno de popularidade que a série se tornou ao longo dos anos 70.
Gene Roddenberry com o diretor Robert Wise e os atores Leonard Nimoy, DeForest Kelley e William Shatner no set de Jornada nas Estrelas – O Filme, de 1979.
Em 1973, Roddenberry voltou à ficção científica escrevendo um filme para uma possível nova série, Genesys II, que se passava em um futuro pós-apocalíptico onde os seres humanos regrediram a eras passadas. O filme foi um sucesso de audiência e a emissora, a CBS, chegou a encomendar alguns episódios, mas cancelou sua oferta para lançar o seriado Planeta dos Macacos, baseado no filme de 1968, que foi um fracasso e durou somente 14 episódios. Roddenberry se lançou em vários outros projetos, mas nenhum vingou. The Questor Tapes, sobre um androide com programação incompleta indo em busca de seu criador, foi produzido como um filme de origem e chegou a ter episódios encomendados pela NBC, mas Roddenberry cancelou a série por divergências criativas com a emissora. Planet Earth, MAGNA I, Tribunes e Spectre foram outros projetos de séries de Roddenberry que não foram adiante.
Em dificuldades financeiras, Roddenberry nunca conseguiu comprar os direitos de Star Trek de volta da Paramount, mas em 1973 ele recebeu o convite da NBC para produzir a série de animação Star Trek: The Animated Series, que contou com as vozes de todos os atores do seriado original, visando capitalizar em cima da alta audiência das reprises de Star Trek no syndication. Embora cinco temporadas tenham sido prometidas, somente uma temporada e meia foi produzida. A popularidade de Star Trek levou a Paramount a abordar Roddenberry para desenvolver um filme para o cinema, mas nenhuma das ideias apresentadas por ele entusiasmou os executivos do estúdio. Somente quando Guerra nas Estrelas estreou em 1977 se tornando o filme de maior bilheteria até então, a Paramount acenou com a oferta de uma nova série de TV, Star Trek: Phase II, reunindo grande parte do elenco original, para ser o carro-chefe da programação em seu novo canal de TV.
Depois que o novo canal foi cancelado, o projeto de Star Trek: Phase II virou Star Trek: The Motion Picture, a resposta da Paramount para Guerra nas Estrelas da 20th Century Fox. Jornada nas Estrelas – O Filme, dirigido pelo veterano Robert Wise (de O Dia em Que a Terra Parou) e produzido por Gene Roddenberry, estreou nos cinemas americanos em 7 de dezembro de 1979, trazendo de volta todo o elenco da série de TV e especialmente a nave original, a NCC-1701 USS Enterprise. Apesar das críticas negativas em relação à parcimônia de ação e à ausência de emoção, o filme foi um grande sucesso de bilheteria e reapresentou todo o conceito do seriado dos anos 60 para uma nova geração de fãs. Apesar de ter recuperado o prestígio como autor, obtido a independência financeira e permanecido como consultor executivo para os próximos filmes, Roddenberry não teria mais o controle criativo, e mesmo quando oferecia ideias para os próximos roteiros, a maioria de suas ideias eram rejeitadas pelo estúdio.
Gene Roddenberry e membros do elenco original de Star Trek em um evento em Universal City, Califórnia, em 9 de junho de 1988. Foto de Ron Galella.
Somente em 1987 quando uma nova série de TV de Star Trek foi anunciada, Star Trek: The Next Generation, Roddenberry foi convidado pelo estúdio para servir como produtor executivo, mais por medo da ira dos fãs por não verem o seu nome associado à série. Na barganha, ele ganhou o controle criativo, chamou seu antigo colaborador dos tempos da série clássica, David Gerrold, e criou a espinha dorsal do que seria a nova série, embora seu controle criativo tenha se reduzido ao final da primeira temporada e ele tenha parado de escrever as histórias ao final da terceira temporada. Já bastante debilitado, Roddenberry chegou a assistir uma cópia finalizada de Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida, de 1991, em uma sessão privada dois dias antes de sua morte.
Durante grande parte de sua vida, Gene Roddenberry abusou do álcool e de drogas legais e ilícitas, incluindo cocaína, além de anfetaminas para virar noites em pesquisas e escrita de roteiros. Roddenberry faleceu em 24 de outubro de 1991 no consultório de seu médico em Santa Monica, na Califórnia, após sofrer um ataque cardíaco fulminante. Ele foi cremado e parte de suas cinzas foram lançadas no espaço durante uma missão do ônibus espacial Columbus em 1992. Uma nova missão está sendo planejada para levar ao espaço o restante de suas cinzas, além das cinzas de sua esposa Majel Barrett (que faleceu em 2008), dos atores James Doohan e Nichelle Nichols e do técnico em efeitos visuais Douglas Trumbull.
Fonte: Wikipedia | Fotos: Acervo do Blog
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O futurismo reacionário das big techs
Um roteiro das obras de ficção científica que o Vale do Silício diz inspirar sua corrida ao futuro. Por trás de colônias em Marte, IAs e cidades-empresas, uma leitura cínica: fim do Estado e hiperindividualismo, justamente perigos que clássicos denunciamhttps://outraspalavras.net/crise-civilizatoria/futurismo-cinico-um-imaginario-das-big-techs/
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https://www.europesays.com/pt/?p=369230 William Shatner diz se filme de Quentin Tarantino para Star Trek ainda deve acontecer #Entertainment #Entretenimento #Film #Filmes #JornadaNasEstrelas #Movies #Portugal #PT #QuentinTarantino #StarTrek #WilliamShatner
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Best the best part of the #LowerDecks first episode of the 5th season , in my opinion, is when the T'Lins both raise their eyebrows in that Vulcan manner, in that lovely goofy whimsical Vulcan manner, but they are opposite eyebrows. Absolutely fantastic. A+.
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Filmes: Jornada nas Estrelas V: A Última Fronteira (1989)
Jornada nas Estrelas V: A Última Fronteira (Star Trek V: The Final Frontier, 1989), estreou nos cinemas no dia de hoje, 9 de junho, em 1989.
Dirigido por William Shatner, é a quinta parcela da série de filmes Star Trek para os cinemas e ocorre logo após os eventos de Jornada nas Estrelas IV: A Volta Para Casa, de 1986, mostrando a tripulação da USS Enterprise seguindo Sybok, um vulcano renegado que está procurando por Deus nos confins da galáxia. O filme reapresenta todos os antigos personagens da série clássica de Jornada nas Estrelas dos anos 60: William Shatner, Leonard Nimoy, DeForest Kelley, James Doohan, Walter Koenig, Nichelle Nichols e George Takei, com Laurence Luckinbill, Todd Bryant, Spice Williams-Crosby e David Warner em papéis coadjuvantes.
Durante a negociação de seu contrato para Jornadas nas Estrelas IV, William Shatner obteve da Paramount a promessa de que ele dirigiria o filme seguinte, depois de Leonard Nimoy ter dirigido os dois filmes anteriores. O roteiro também foi concebido por Shatner, mas os esboços iniciais envolvendo Deus e o Diabo, Céu e Inferno, desagradaram tanto os demais atores quanto o criador da série Gene Roddenberry, e passou por várias revisões por parte do produtor Harve Bennett e do roteirista contratado David Loughery que tiveram a ideia de um alienígena oportunista tentando se passar por Deus. Querendo que o filme fosse lançado na temporada de verão de 1989, a produção foi acelerada no final de 1988.
Além das revisões de roteiro, a equipe de produção enfrentou vários problemas, como uma greve dos roteiristas que atrasou o início das filmagens e o fato de a ILM não estar com uma equipe disponível na época para criar os efeitos visuais por conta de seu contrato para Indiana Jones e a Última Cruzada e Os Caça-Fantasmas II. A empresa contratada, não conseguindo entregar os efeitos desejados, acabou levando ao estouro do orçamento, forçando o estúdio a cortar diversas cenas visualmente mais complexas, incluindo um monstro de pedra que cuspia fogo e outras em que o resultado final não foi satisfatório. Para a Enterprise, os produtores recorreram a um modelo anterior da nave, construído pela ILM para o primeiro filme, em 1978, e para a estação espacial usaram as sobras de um protótipo criado para Jornada nas Estrelas IV.
Por conta dos efeitos visuais pouco convincentes, mais cortes tiveram que ser feitos para salvar o final do filme, e cortes extras foram ordenados pela Paramount para reduzir a duração de pouco mais de duas horas para cerca de 1 hora e 45 minutos para que os donos de cinema pudessem encaixar duas sessões do filme por noite. Depois do ótimo Jornada nas Estrelas IV: A Volta Para Casa, de 1986, o público reagiu com frieza em relação à sua trama bizarra e ao rever seus heróis bem mais envelhecidos. O filme também não agradou aos críticos. Em sua corrida nas bilheterias, decepcionou arrecadando apenas US$ 63 milhões para um custo de produção de US$ 33 milhões. Mesmo assim, foi seguido por uma nova aventura, Jornada nas Estrelas VI – A Terra Desconhecida, de 1991, que seria o último filme de Star Trek a reunir todo o elenco original.
IMDb: https://www.imdb.com/title/tt0098382/.
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Filmes: Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan (1982)
“Ah Kirk, meu velho amigo. Você conhece o provérbio Klingon que nos diz que a vingança é um prato que se come frio? É muito frio no espaço.”
Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan (Star Trek II: The Wrath of Khan, 1982), dirigido por Nicholas Meyer, estreou nos cinemas americanos no dia de hoje, 4 de junho, em 1982.
É a segunda aventura para as telas de cinema baseada na série de TV dos anos 60, e também uma sequência direta de Semente do Espaço (Space Seed), vigésimo terceiro episódio da primeira temporada da série de TV, reapresentando Ricardo Montalbán como Khan Noonien Singh, um tirano geneticamente modificado que depois de um exílio de 15 anos retorna em busca de vingança contra o agora almirante James T. Kirk (William Shatner) e a tripulação da nave USS Enterprise que o condenou no passado. Além de William Shatner, retornam Leonard Nimoy, DeForest Kelley, George Takei, Nichelle Nichols, James Doohan e Walter Koenig. Kirstie Alley, Paul Winfield, Bibi Besch e Merritt Butrick completam o elenco.
Um dos aspectos mais criticados em relação ao primeiro filme de Jornada nas Estrelas foi a falta de sequências de ação e o tom solene com que o diretor Robert Wise conduziu a narrativa. Apesar da excitação dos fãs em rever seus personagens preferidos na tela grande, não havia muito o que eles fazerem em cena em meio a um roteiro demasiado cerebral. Isso foi corrigido no segundo filme, com a Paramount afastando o criador da série, Gene Roddenberry, do controle criativo e colocando-o na confortável cadeira de “consultor executivo”, um cargo basicamente cerimonial criado para que seu nome servisse de ponte para os fãs. Em seu lugar entrou o jovem produtor de TV Harve Bennett, que assistindo aos episódios da série, percebeu que faltou um vilão de verdade no primeiro filme e que Khan seria o vilão perfeito.
O filme apresentou novos personagens à série, entre eles a comandante em treinamento de origem vulcana tenente Saavik, interpretada pela atriz Kirstie Alley em sua estreia no cinema.
Ricardo Montalbán que a essa altura era mais conhecido como Sr. Rorke, o anfitrião do seriado de TV A Ilha da Fantasia, aceitou retornar como Khan e submeteu-se a uma rotina rigorosa de exercícios físicos. A escolha de um diretor experiente no gênero sci-fi (Nicholas Meyer havia dirigido Um Século em 43 Minutos e O Dia Seguinte) e que mesmo sem nunca ter assistido a um único episódio de Star Trek, foi a escolha mais acertada do estúdio, com Meyer selecionando as melhores partes dos vários esboços de roteiro disponíveis. O filme tem boas cenas de ação, sem prejuízo para a qualidade dos efeitos especiais a cargo da Industrial Light & Magic, e apresenta um vilão carismático e familiar que ajudou o filme a atrair mais fãs nostálgicos às salas de cinema.
O filme introduziu novos personagens na série como a tenente Saavik, a protegida de Spock interpretada por Kirstie Alley em sua estreia no cinema e que se tornou uma favorita dos fãs, expandiu o núcleo familiar de Kirk com um filho e uma ex-esposa, e deu a Scott um sobrinho alferes que é morto durante um ataque provocado por Khan. Embora Khan e Kirk não lutem entre si, ou tenham oportunidade de dividir a mesma tela, o roteiro apresenta um duelo psicológico tenso e vibrante entre eles, culminando em um dramático jogo de gato e rato que cria um arco de história que seguirá pelos próximos dois filmes da série, Jornada nas Estrelas III – À Procura de Spock e Jornada nas Estrelas IV – A Volta Para Casa. Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan foi um grande sucesso de bilheteria, arrecadando US$ 97 milhões para um orçamento de US$ 12 milhões.
IMDb: https://www.imdb.com/title/tt0084726/.
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CW: Star Trek, spoiler de série
Ainda falando sobre Star Trek, esse post explica exatamente porque eu detestei Discovery e o que eu acho que é uma série de Star Trek boa.
E agora eu tô completamente animada pra assistir esse episódio de Strange New Worlds.
https://tecnoblog.net/meiobit/458199/resenha-star-trek-strange-new-worlds/