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  1. ‘Síndrome de fim de ano’ também impacta crianças e jovens

    À medida que o encerramento do ano se aproxima, aumenta a sensação de que tudo precisa ser concluído antes da virada. Essa sensação é chamada de síndrome de fim de ano, que é um fenômeno psicológico e psicossocial. Trata-se de um período marcado por maior vulnerabilidade emocional, desencadeada pela soma de fatores típicos das semanas que antecedem o Natal e o Ano Novo: estresse acumulado, metas não cumpridas, pressões profissionais ou acadêmicas e o tradicional balanço interno sobre o que foi ou não realizado. Entre adultos, já é amplamente reconhecido, mas esse o fenômeno também atinge crianças e adolescentes, ainda que muitas vezes seja ignorado.

    Embora o impacto dessa síndrome seja menos discutido na faixa etária de crianças e adolescentes, eles também são afetados. O encerramento do ano letivo, as provas finais, os boletins e o medo da reprovação formam um cenário de forte pressão emocional. Soma-se a isso a mudança abrupta na rotina das férias: horários irregulares, sono reduzido, atividades desorganizadas, e um fator cada vez mais presente: a comparação social nas redes digitais.

    “Muitos adolescentes vivenciam sentimentos de inadequação por não terem as mesmas viagens ou festas que veem on-line“, destaca a psicóloga da Wyden, Kalina Galvão.

    A dinâmica emocional da família também exerce influência direta. Crianças e jovens tendem a se regular pelo estado emocional dos adultos. Assim, tensões, expectativas exageradas e conflitos acabam sendo absorvidos e expressos por eles em forma de irritabilidade, ansiedade, comportamentos regressivos e maior sensibilidade à rejeição. Diante desse quadro, Kalina reforça a importância do acolhimento emocional.

    “Nomear sentimentos, validar emoções e evitar frases que minimizam a dor, como ‘isso é besteira’ ou ‘vai passar’, são passos essenciais. Uma rotina minimamente estável, mesmo durante as férias, também ajuda a reduzir sintomas ansiosos”, orienta.

    A psicóloga orienta que pais e responsáveis evitem comparações, sejam elas sobre desempenho, festas, viagens ou qualquer idealização típica dessa época. É preciso “aproveitar o período para fortalecer vínculos. Conversas regulares e metas plausíveis tornam este momento um espaço de conexão e não de cobrança”, afirma.

    No fim das contas, o período que encerra o ano não precisa ser sinônimo de exaustão para o público infantojuvenil ou adultos. Com acolhimento, escuta ativa e expectativas ajustadas, famílias podem transformar um momento de pressão em uma oportunidade de cuidado e aproximação.

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  2. Uma coisa que as pessoas precisam saber é que cinco minutos diários de atenção plena mesmo que não seja uma atenção plenamente plena são melhores do que nada.


    ligandoospontoscom.wordpress.c

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