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O excesso de informação criou um fenômeno estranho:
quanto mais eventos acontecem, mais parecidos eles começam a ser visualmente. -
A cultura digital transformou atualização em linguagem afetiva.
Hoje, muitas pessoas demonstram pertencimento simplesmente mostrando que “viram”. -
A hipótese de que “tudo é consciência” voltou com força — agora misturada a IA, física e teoria da simulação.
O problema é que trocar matéria por consciência não elimina o mistério. Só muda o endereço dele.
Talvez a parte mais desconfortável seja outra:
e se percepção nunca tiver sido acesso direto ao real?https://open.substack.com/pub/drucillappam/p/realidade-sonho-simulacao-ou-interface
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O problema talvez não seja apenas a coleta de dados.
É a transformação de gestos cotidianos — cliques, movimentos de mouse, hábitos operacionais — em matéria-prima para sistemas corporativos de IA.
Quando comportamento digital começa a valer como infraestrutura, o trabalho muda de natureza sem necessariamente mudar de nome.
https://insthubextra.substack.com/p/funcionarios-da-meta-protestam-contra
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A IA conversacional talvez seja a primeira infraestrutura que participa ativamente da narrativa interna das pessoas.
Ela não apenas responde perguntas. Ela organiza interpretações, devolve padrões, sugere molduras identitárias e acompanha processos mentais ao longo do tempo.
A parte mais estranha é que tudo isso parece confortável demais para parecer poder.
https://drucillappam.substack.com/p/o-mergulho-o-custo-invisivel-da-conversa